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CRÍTICA| The Outsider (2020)

Por Porre de Livros •
20 de junho de 2020


Baseado no livro The Outsider, do Stephen King, vamos conhecer uma pacata cidade que é surpreendida pela morte brutal de um garoto. Evidências comprovam que o culpado pelo assassinato é Terry Maitland (Jason Bateman), treinador da Liga Infantil de beisebol. O detetive Ralph Anderson (Ben Mendelsohn) não demora em sua decisão, afinal digitais e testemunhas comprovam quem é o verdadeiro culpado. O verdadeiro problema começa quando Terry consegue provar que não estava na cidade no dia e na hora em que as testemunhas alegam tê-lo visto. 

Enquanto as evidências de que Terry Maitland ficam mais sólidas, o álibi do treinador também parece ser verdadeiro. E em meio a isso a investigação fica mais confusa e cheia de interrogações. Quem será o verdadeiro culpado por este ato? Será que há alguma explicação para que o Terry esteja em 2 lugares ao mesmo tempo?


Como sempre a HBO tem o poder de adaptar boas histórias. O interessante da série é que todos os personagem são apegados à realidade e não pensam numa explicação plausível para o que está acontecendo. Apesar de céticos (o que traz um pouco de realidade à trama), a equipe que faz parte da investigação convida Holy Gibney (Cynthia Erivo) para participar do caso e, consequentemente, recebe a notícia de que há algo sobrenatural no assassinato. E toda essa discussão só acontece no meio da série, um dos motivos para justificar os 10 episódios. Inclusive, entre esses 10 episódios, há diversos momentos que deixam a narrativa bastante arrastada. 😴


Se erraram no ritmo de alguns episódios, acertaram na decisão de trazer a Holy Gibney mais cedo para a produção, afinal ela só aparece mais para o final do livro. E apesar de pouco carismática, Cynthia Erivo é um dos pontos centrais da narrativa e consegue nos entregar uma personagem estranha, mas não diferente do que o leitor de King esperava. Além de ser a responsável por juntar todas as peças do quebra-cabeça e descobrir o verdadeiro culpado pelo assassinato. A personagem também traz um pouco de representatividade à série. Afinal, é a única em meio a uma equipe de homens.

Apesar da história interessante e da ansiedade para o confronto final, os últimos momentos da adaptação podem ser anticlimáticos, mesmo os últimos episódios tendo ritmos mais acelerados e pegando o espectador de surpresa em diversos momentos. Durante o desenvolvimento dos arcos narrativos e da investigação, The Outsider se mostra como uma série de suspense investigativo e no fim percebemos que a semente do horror clássico está presente na produção. Apesar do acerto, o erro pode estar em deixar o final aberto para uma segunda temporada. 

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