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RESENHA| O melhor amigo do inimigo

Por Diana Brito •
7 de março de 2018

Moisés é um morador de rua que morreu em um acidente com seu cachorro Tostão. Atordoado com o que aconteceu, Moisés acorda no plano espiritual sem Tostão e se recusa a permanecer lá, apesar dos apelos de sua mãe. Ele, então, decide voltar para a Terra e acaba se apegando a um filhote de cachorro: Billy, a quem passa a proteger de quase todo mal.

Lizandra tem um casamento fracassado com Vitor, um bem sucedido dono de uma rede de postos de gasolina, com quem tem um filho, o Rodrigo. Ela é fútil, egoísta, infiel e não suporta animais. Depois de abandonar a gata do filho na rua, ela se arrepende e acaba comprando um novo bichinho de estimação para Rodrigo. Billy é um cãozinho alegre, destruidor e estabanado, que faz os dias de Rodrigo e Vitor mais felizes, mas toda essa felicidade pode estar com os dias contados.

André e Larissa têm nove anos, são vizinhos, melhores amigos e pretendem se casar no futuro. Wilson e Isabela, pais de André, são igualmente amigos de Patrícia e Ítalo, mãe e padastro de Larissa. Larissa tem uma gata, a Nina, e André acaba de perder seu cachorrinho. Um dia, a caminho de casa, seu pai encontra um cachorro abandonado, e sabe exatamente o que deve fazer. Mas não vai ser nada fácil para Bruce e Nina agora que Dona Roberta, mãe de Ítalo, resolveu se aboletar na casa da menina. Dona Roberta não suporta o fato de que seu filho seja casado com uma mulher que já tinha uma filha de outro homem e vive infernizando a vida de Patrícia e Larissa. Como se não fosse suficiente, não gosta de animais e vive implicando com Nina e Bruce. Roberta vai fazer o que for possível para se ver livre daqueles animais e ter o seu filho só para ela.

O melhor amigo do inimigo é um livro espírita, escrito por Mônica de Castro inspirada pelo espírito Leonel. Acredito que é o primeiro do gênero que li e adorei! As histórias das famílias são inspiradas em situações reais e se cruzam, tendo como elo um cãozinho. Mônica fala de amor, respeito aos animais e, acima de tudo, sobre o perdão. A cada página lida, você sente vontade de ser uma pessoa melhor.  A autora fala sobre as relações do homem com os animais, sobre violência e abandono, mas é muito mais do que isso. O livro aborda temas interessantes como homeopatia, a influência que alguns espíritos têm sobre os seres humanos, fazendo com que sintam determinadas sensações e cometam alguns atos sejam eles bons ou ruins, e sobre os animais de acordo com a espiritualidade. Quantas vezes você já se perguntou para onde vão os animais depois que morrem? Quantas vezes você já se perguntou porque coisa boas acontecem para pessoas ruins ou coisas ruins acontecem com pessoas boas?

De maneira bem didática, a autora nos mostra que essa coisa de ser bom ou ruim, na verdade, não existe. Não vou dar spoiler, mas é um livro que deixa uma mensagem muito bonita e deixa margem para reflexão em diversos sentidos. Um leitura que deve ser feita independentemente de religião, pois é uma história emocionante de amor, perdão e, acima de tudo, superação.

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