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RESENHA| A Expansão

Por Diana Brito •
3 de março de 2018

Quando Melanie Guyer, professora universitária e especialista em aranhas, recebe pelos correios uma bolsa de ovos adormecidos há anos encontrados no Peru, ela não imaginava que eclodiria e libertaria milhões de aranhas assassinas que, rapidamente, transformariam o mundo inteiro num caos. Diante da escassez de informações sobre aquela espécie ancestral, medidas drásticas foram tomadas para exterminar as aranhas, e, aparentemente, a infestação havia sido controlada. Mas não por muito tempo...

"Aranhas capazes de se reproduzir rapidamente, de usar humanos como hospedeiros para os ovos, de destrinchar uma pessoa até os ossos em menos de quinze segundos e gerar milhões de filhotes de uma vez.”
Los Angeles -  Uma zona de quarentena foi criada. As pessoas, desesperadas, procuram motivos para acreditar que serão salvas, nem que para isso a única solução seja seguir as ideias radicais do profeta Bobby Higgs. E, se ele fala que a única forma de se salvar está em furar a zona de quarentena, não há para que acreditar no governo.

Desperation, Califórnia -  No abrigo, eles estavam protegidos, mas também entediados. Sentiam que podiam fazer mais pelos EUA, pelo mundo. Não restava dúvidas: Espingarda e Gordon iriam criar uma arma capaz de conter as aranhas.

Minneapolis, Minnesota - O agente Mike Rich descobre uma bolsa gigante de ovos. Não há mais tempo. Não é seguro. Ele precisa tirar sua filha Annie da cidade o quanto antes.

Rio de Janeiro - Não havia mais salvação, o Rio era uma causa perdida. A cidade estava repleta de bolsas de ovos e corpos. Mas, para aquele policial, alguma coisa ainda podia ser feita; ele não se entregaria como um covarde. Se tivesse de morrer, que fosse como herói. E, então, ele foi.

Casa Branca - A presidenta Stephanie Pilgrim, Manny e toda a cúpula está reunida procurando alternativas, ainda que temporárias, para conter a expansão das aranhas. Encurralada, Steph terá que tomar uma decisão que mudará a história dos Estados Unidos para sempre.

A Expansão é a continuação de A Colônia e faz parte de uma trilogia. A história segue o mesmo padrão: capítulos curtos que abordam a situação em vários lugares do mundo e, principalmente, no EUA. A maioria dos personagens do primeiro volume aparecem nesse segundo, mas alguns novos personagens dão a sensação de continuidade aos acontecimentos ao redor do mundo.

No primeiro livro, fiquei impressionada, pois via e ouvia aranhas em todos os lugares. Nesse, a sensação foi mais relax e, talvez, por isso eu não tenha dado 5 estrelas (gostar de ter medo é estranho? Socorro!😂). Se em A Colônia acompanhamos ao surgimento e as mortes grotescas causadas pelas aranhas assassinas; aqui vemos o suspense de uma nova infestação e as soluções bizarras para que isso não aconteça novamente.

As opiniões se dividem: muita gente não gostou tanto do livro e muitas pessoas amaram. Eu particularmente sigo fiel às aranhas e aguardo ansiosamente o rumo da humanidade sob a ótica de Ezekiel Boone. Confesso que já pensei em tudo e não consegui encontrar uma solução. A leitura é fluida e viciante, instiga o leitor a querer saber o que está acontecendo ao redor do mundo e com cada personagem, principalmente os já conhecidos do volume anterior. Alguns, como Melanie, Manny, Mike, Espingarda e Padruig, são extremamente carismáticos e têm personalidades muito distintas e únicas. Já alguns personagens secundários ou novos são completamente imprevisíveis e tomam atitudes completamente inesperadas, e isso dá um ritmo eletrizante a leitura. 

Volto a avisar: se você tem algum problemas com aranhas, não leia (ou leia, se for igual a mim), mas por sua conta em risco. E, se sentir alguma coisa subindo pelas suas pernas ou uma coceirinha estranha durante a leitura, torça para que o autor tenha reservado um final feliz à humanidade.

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