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RESENHA| A grande ilusão

Por Diana Brito •
22 de fevereiro de 2018

Maya Stern é uma ex-capitã do exército que atualmente trabalha dando aulas de aviação. Após voltar do Iraque por conta do assassinato da sua irmã e ser afastada da instituição, ela acredita que lidar com os horrores que vivenciou na guerra e a dor da perda é punição mais que suficiente para uma vida inteira, mas o seu tormento estava apenas começando. Poucos meses após a morte da irmã, seu marido, o Joe, foi executado numa tentativa de assalto na sua frente enquanto eles passeavam no parque. Viúva, Maya agora só pensa no futuro da sua filha de dois anos. Quando sua melhor amiga Ellien a presenteia com uma câmera no formato de porta retratos para vigiar o comportamento da babá, Maya acredita se tratar de um exagero, mas ela estava completamente enganada... 

Ao fazer o monitoramento das atividades diárias da filha através do porta retrato, Maya se depara com algo aparentemente impossível: sua filha brincando com o marido, duas semanas após a sua morte. Quando o policial Roger Kierce começa a ver Maya como a principal suspeita da morte do marido e alega que tanto a sua irmã quanto Joe foram mortos com a mesma arma, ela não acredita que foi apenas uma coincidência e, então, começa uma investigação por conta própria. Ela vai ter que correr contra o tempo para provar a sua inocência e, acima de tudo, manter sua filha segura. 

“Após eliminarmos o impossível, o que sobra, por mais improvável que seja, deve ser a verdade.”

É engraçado que, por mais que eu tente, nunca consigo desvendar o mistério por trás das histórias do Coben e por isso os livros dele são tão instigante. Eu literalmente só paro quando termino. A narrativa é feita através da visão de Maya sobre os fatos, mas, mesmo assim, foi impossível saber o desfecho da história. Todos os personagens têm uma função, portanto a dica é: não subestime, mas também não crie teorias sobre ninguém (ou seja, leia até o fim). Os detalhes, aqueles que, na ânsia, você deixa passar despercebido, são os que vão fazer a diferença no final.

Outro ponto que achei interessante é o autor colocar um drama pessoal da personagem em paralelo a trama. Maya é, por si só, a definição de uma personagem original: mulher, ex-combatente, mãe, esposa. Pode parecer apenas mais uma história de suspense, mas garanto que nenhum leitor vai sair imune ao epílogo. Se você acompanhar bem a trajetória de Maya, como pessoa e o amor que ela tem pela filha e suas lutas íntimas e diárias com as cicatrizes que a guerra deixou, vai ver que é também uma história emocionante, que fala sobre o amor e até onde somos capazes de ir por alguém que amamos. E não menos importante: que constantemente deixamos de ver quem as pessoas realmente são por amor. Aquela pegada Coben que, quem já leu, vai entender. Ele sempre põe os sentimentos do leitor em cheque e à prova. A gente sempre fica com aquela coisa de: será que, se fosse comigo, eu faria diferente?

Coben é Coben, não tem como falar mais. Sei que parecemos e somos suspeitos, mas, amante ou não de suspense, vale a pena deixar o "mestre das noites em claro" (que não ganhou esse título à toa) tirar um pouco do seu sono! É viciante. Vale muito a pena. Só digo uma coisa: leiam! 😉

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10 comentários:

  1. Caramba... geralmente não curto muito livros com esta temática mais tenho que admitir que este livro tem me despertar um curiosidade bem grande, além da obrar tratar de uma viúva, trata também de uma sobrevivente forte. Fico imaginando o psicológico esta personagem. quanto coisas.
    A resenha esta maravilhosa conseguiu fazer com que eu me interesse pela a obra.

    Fallen Books
    https://www.newsfallenbooks.com/

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  2. Oi, Diana, tudo bom?

    Eu tenho 4 livros do autor, mas até hoje eu não li, acredita?
    Eu raramente consigo desvendar os mistérios dos livros do gênero, sempre erro, fico até frustrada.
    Eu gosto quando o autor tem a capaciede fazer a gente sentir empatia, de fazer a gente se colocar no lugar dos personagens, de fazer a gente questionar como agiríamos se estivéssemos no lugar dos personagens.
    Que bom que Cobem sabe fazer isso, fico mais entusiasmada para ler! :)

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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    1. Como você tá perdendo tanto tempo! Lê os que você tem, os livros dele são muito bons! :)

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  3. Olá, tudo bom?

    Confesso que nunca li Harlan Coben, apesar de amar livros de suspense. Talvez essa seja uma boa o obra para que eu conheça o trabalho dele. A premissa é interessante e, a não ser que o livro se torne sobrenatural, o marido dela não é um fantasma, então estou curiosa sobre o assunto. Além disso, achei legal que ele tenha criado o drama pessoal da protagonista em paralelo com o mistério e ela parece ser uma ótima personagem.
    Por outro lado, por ser um "mestre das noites em claro", sei que terei que começar essa leitura quando tiver bastante tempo livre, pois não largarei o livro até conseguir terminá-lo. Espero que eu lei esse livro logo e consiga respostas para os questionamentos que já fiz na minha cabeça xD

    Enfim, adorei a resenha e agradeço a indicação :)
    Abraços.

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  4. Nunca li nada do Coben, mas fico presa nas resenhas que leio, realmente intrigante. Curiosa com o epílogo, com essas imagens do pai "morto" brincando com a menina e na corrida da mãe em provar inocência, sem dúvida eu quero ler. Ótima recomendação.

    Abraços.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  5. Oi Diana! Compartilho do seus sentimentos! Sei bem o que é ler Coben, como fã de suspense policial, não poderia deixar de ter esse mestre na estante! Tenho alguns livros dele e gosto muito! Ainda não li esse exemplar, mas não vejo a hora! As histórias dele são sempre muito frenéticas e se você não prestar atenção acaba deixando passar algo que te faz falta mais pra frente. Essa história parece ser carregada de reviravoltas, aqueles mistérios que a gente fica quebrando a cabeça pra entender e que no final não era nada do que a gente supunha. Adorei a dica!
    Bjoxx

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  6. Olá!
    Esse foi o primeiro livro que tive contato com a escrita do Coben e virei fã do cara. Que escrita e que tino para deixar a gente pensando mil coisas e no final não ser absolutamente nada daquilo. Adorei a trama e as reviravoltas que envolveram a Maya.
    Ainda pretendo ler outros livros do autor.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  7. Olá Diana!!!
    Conheço um pouco da escrita de Coben e realmente sei como ele faz a gente passar noites em claro com seus livros.
    Eu de certa forma adoro a escrita do autor e me intrigo com cada livro que não conheço, mas que vejo uma resenha falar.
    Sério!? Que esse livro me intrigou demais desde do momento que o marido da protagonista que estava morto reaparece... Como asssim!?
    Adorei a resenha!!!

    lereliterario.blogspot.com

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  8. Olá Diana, tudo bem?
    Você acredita que ainda não li nada desse autor? Eu tenho muita vontade de ler algo dele, mas ainda não surgiu a oportunidade. Esse livro tem uma premissa muito interessante e achei muito legal a parte que você disse que o autor mistura o enredo com dramas pessoais da personagem. Eu já me senti muito ansiosa para ler esse livro.
    Beijos,
    http://www.umoceanodehistorias.com/

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  9. Olá, tudo bem?

    Eu ainda não conheço a escrita desse autor, mas só vejo falarem muito bem dele, e isso tem me deixado curiosa. Estou agora com "Não conte a ninguém" em mãos e finalmente vou poder conhecer a escrita dele e ver se me encanto assim como acontece com a maioria das pessoas. Confesso que a sua resenha me deixou curiosa sobre e "A grande ilusão", a premissa parece ótima e caso eu curta a escrita dele já sei para onde correr. rs

    Beijo!
    Ana.

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