RESENHA| Essa luz tão brilhante

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Em Essa luz tão brilhante, vamos conhecer a Lucille, uma garota de 17 anos que está passando por vários problemas: o pai dela surtou e foi internado; a mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou; e Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. O grande problema é: ela terá que enfrentar tudo isso calada, pois, se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, ela pode perder a guarda da irmã. A sorte dela é a Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela é se apaixonar perdidamente por Digby, o irmão gêmeo da Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido.

Esse livro é aquela história que a gente pensa que nada vai dar certo. E não vai mesmo. Porém, a Lucille é tão forte e determinada que o leitor pode ver, no fim do túnel, uma luz. Essa luz tão brilhante foca na busca de Lucille por uma vida normal enquanto ela se divide entre ser mãe, irmã, melhor amiga, adolescente. E, em diversas partes do livro, podemos ver isso. Quando a personagem está com a irmã, ela é mãe. Quando ela perto do Digby, é uma adolescente apaixonada curtindo um pouco da sua vida. E, quando ela está só, podemos ver o peso das responsabilidades, a pressão de ter as coisas dando certo. A Estelle Laure criou uma história real.

"Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar."
Uma das críticas que podemos encontrar por aí afora é a de que Lucille tinha atitudes um pouco imaturas, o amor dela por Digby. Porém, antes de apontarmos a falhas, precisamos perceber que ela foi obrigada a crescer, o pai surtou e a mãe dela tirou férias como se não tivesse responsabilidades de mãe. E outro detalhe: Digby é comprometido, mas escolhemos por quem vamos nos apaixonar? Lucille só queria viver e não sobreviver... Uma das piores sensações ao ler  livro é saber que ela queria completar 18 anos o mais rápido possível. E isso não é para ter independência nem ter o primeiro namorado, mas para cuidar da irmã mais nova sem medo de perder a guarda da garotinha. 

Essa luz tão brilhante nos mostra o quanto nossa vida é imprevisível. Não escolhemos nada, nós aceitamos e buscamos algo que queremos conquistar. E, em muitas vezes, nos piores momentos, acontecem coisas incríveis. A Estelle Laure não nos fará chorar rios de lágrimas, mas ela traz uma história tocante e delicada. 

"A maior parte das pessoas vacila a vida toda. Nunca se deixam cair, nunca dão a cara a bater. Só seguem com a maré, tentando fazer o que acham que deve ser feito. Nunca tentam encontrar o que é verdadeiro para elas, porque isso significaria ser corajoso de um jeito que as pessoas não são."
Editora Arqueiro | Classificação: 5/5 | Ofertas 

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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