Resenha| Angus: o primeiro guerreiro

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| Editora Novo Conceito | Classificação: 3/5 | Ofertas |
Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são destruídos. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre.

Em Angus: o primeiro guerreiro, Orlando Paes Filho mistura lendas e fatos históricos com fantasia e misticismo, para contar a história da fundação do clã MacLachlan por Seawulf Yatlasnsone e Bigird MacLachlan. Angus é um livro complexo. Sua narrativa desenvolve-se de forma longa e detalhada, fazendo que com o início da leitura seja bastante lento. A história é narrada em primeira pessoa, o que a torna cansativa é o fato do personagem principal se manter em longos pensamentos e conflitos interiores. Há uma falta de diálogos. Capítulos longos demais acabaram arrastando a trama, especialmente os que não têm ação nenhuma.

O personagem principal é o típico das histórias medievais: o garoto fiel que vivencia um momento de trauma e perda e encontra um velho sábio para apresentá-lo aos caminhos da luta e da sabedoria. Angus tem personalidade e é bem desenvolvido em cima das suas perdas e temores. A falta de destaque a personagens femininos na trama incomoda um pouco, especialmente por estarmos em um cenário com a presença dos vikings, mas nada que comprometa o enredo. O que chama atenção no livro são as cenas de batalhas, que são o ponto forte da narrativa. Afinal, foram muito bem escritas, tanto nos detalhes técnicos quanto nas coreografias das lutas. A riqueza e detalhes do autor nos leva a imaginar claramente cada ação e cada momento. Isso demonstra a preocupação que ele teve em pesquisar para nos mostrar fatos mais realistas.

O aspecto histórico do livro é bem legal também, principalmente para quem gosta do período viking e de mitologia nórdica. As ilustrações deram um toque mais realista às cenas, ajudando no desenvolver da história. Com boa ação e uma história fascinante, Angus: o primeiro guerreiro é uma boa pedida para quem gosta de narrativas fantásticas mais detalhadas e densas. 

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