Por que você precisa ver Atypical?

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Em Atypical, conhecerem o Sam, um autista de 18 anos que, como todos nós, busca a independência. Nesta jornada repleta de desafios, conheceremos um pouco do sua dia a dia, veremos como ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de “ser uma pessoa normal” não é tão óbvio assim, e que todos nós temos um “quê” de anormalidade em nossas vidas. Apesar do baixo orçamento e da pouca divulgação da série, a Netflix nos presentou com uma série divertida e informativa. Não conhece ainda Atypical? Te darei 5 motivos para você não perder tempo e maratonar o quanto antes.
1. NÃO ROMANTIZA O AUTISMO
Muitas vezes, ao abordar distúrbios psicológicos/psiquiátricos/neurológicos, a série acaba romantizando o assunto, gerando, assim, compreensões deturpadas do que está sendo apresentado. Apesar de ser um assunto que é pouco abordado, a Netflix conseguiu informar de uma forma divertida, mas sem deixar de mostrar as dificuldades que é viver com o "problema" do Sam. 

No final, a história de "ser diferente é bom", mostra que nem sempre isso é verdade. O importante é entender como pessoas com os mesmos problemas do Sam lidam com determinadas situações.

2. EXERCITAR A EMPATIA É BOM E FAZ BEM
O traço mais marcante da série é o fato de, o tempo todo, exercitar ou fazer você refletir acerca da empatia pelo outro. No decorrer da série, percebemos que, independente do quão junto eles estão, a família do Sam só consegue se dar bem quando tentam sentir e entender os dilemas do outro. Por exemplo, a mãe do Sam (interpretada por Jennifer Jason Leigh) é super-hiper-mega-protetora, porém, muitas vezes, ela só "atrapalha" a vida dele. Por outro lado, a irmã é muito mais empática e compreensiva que a própria mãe, mesmo sendo jovem e um pouco mais velha que o Sam.

3. DELICADEZA E ESTRANHAMENTO
Atypical é  uma lição de vida – e das boas. Não é um “tapa na cara” da sociedade como 13 Reasons Why (o que de vez em quando é ótimo), mas decide optar por um caminho delicado, tocando seu público aos poucos e o emocionando com ótimas cenas de comédia e drama, chegando à uma conscientização convidativa e agradável. Não há atuações ruins, mas é importante dizer que o Keir Gilchrist, ator que interpreta o Sam, se destaca ao nos apresentar um personagem complicado, deslocado e inseguro, mas que também é amável, curioso, inteligente. E, em primeiro momento, isso pode nos causar um estranhamento, e causa, mas é bom ver um protagonista tão humano e real.

4. TAMBÉM É INFORMATIVA
Você(s) conhece(m) pessoa(s) que passa(m) pelos mesmos problemas do Sam? Sabem como uma pessoa com Spectro Autista se comporta? Sabem que há níveis e, a cada nível, prejudica algo no comportamento deles e na maneira de pensar e ver as coisas ao seu redor? Durante a série, vamos conhecendo um pouco mais do Autismo. No fim, temos aquela sensação de que aprendemos não só a lidar melhor com pessoas que têm Autismo, mas também aprendemos um pouco mais sobre o TEA. Com certeza, serão e deverão ser ensinamentos levamos para a vida.

5. É RÁPIDA, LEVE E DIVERTIDA
Apesar de ser um assunto pouco discutido e sério, Atypical é leve, divertida e cada episódio tem 30m em média, ou seja, uma série rápida. Só calcular, uma maratona dura 3h30m. A dúvida é: por que ainda você não foi assistir? Tá perdendo tempo. E detalhe: pode juntar a família toda, porque a diversão, além da informação, está garantida. 

E lembrem-se, esse é o que podemos levar para as nossa vida depois de assistir atypical: normalidade é questão de perspectiva, e quanto mais se questiona e se experimenta da visão do outro, mais conseguimos conviver em harmonia.

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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