Porre de filmes| 'Meu malvado favorito 3' aposta em fórmula de sucesso, mas não em inovação

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Balthazar Bratt (voz de Evandro Mesquita) já fez muito sucesso na década de 80 interpretando o vilão de uma série, mas a fama não foi muito generosa com ele, por isso o galã caiu no esquecimento. Desde então, inconformado pela falta de reconhecimento do seu talento, Bratt planeja sua vingança e retorno triunfal. Gru (voz de Leandro Hassum) e Lucy (voz de Maria Clara Gueiros) são responsáveis por impedir o roubo do maior diamante do mundo e a captura de Bratt, mas, digamos, que as coisas não saem bem como planejadas e eles acabam demitidos da liga Anti-vilões. Como se não fosse o suficiente, os mínions decidem que ser vilão é mais legal e acabam voltando para a bandidagem.

A única coisa boa disso tudo é descobrir que tem um irmão gêmeo podre de rico, certo? Errado! Dru (voz estranha de Leandro Hassum), seu irmão gêmeo, é loiro ao invés de careca, rico, gente boa  e acaba deixando o nosso Gru um pouco enciumado. Como se não bastasse, Dru sonha em ser vilão, mas não leva o menor jeito pra coisa. Enquanto Dru tenta fazer com que Gru ensine os trejeitos da vilania, Gru precisa pensar num plano para ter o seu emprego de volta. (Dru e Gru é quase um trava-línguas).

Definitivamente Meu Malvado Favorito 3 não vai ser o melhor filme que você vai ver este ano e está longe de ter uma lição de moral como os saudosos desenhos do He-Man ou a filosofia da concorrente Pixar, mas continua sendo um dos desenhos mais fofos da história do estúdio Universal. Desde 2010, Gru desmistificou e reinventou o conceito de vilão e os arredondados, amarelinhos e incompreensíveis mínions ganharam o coração de muita gente, e também um spin-off  da franquia. Com eles, a diversão é certa, risada garantida, até nesse filme onde eles estaram meio escanteados da trama principal. 

 A inserção de um novo personagem, Dru, foi acertada, pois as aventuras dos gêmeos arrancam boas risadas, assim como Lucy, e a relação com as meninas apela para a afetividade e ganha o espectador por deixar a trama mais sensível, mas é o Bratt que rouba a cena. Um vilão dos anos 80, que usa ombreiras e tem como arsenal de armas, chicletes e raio lasers, tentando mandar para o espaço a cidade que o consagrou e condenou, como diria o próprio Mesquita, já deu "Bye-Bye" à originalidade, mas tem o seu carisma.

O potencial comercial do filme é o mesmo de antes e a fórmula do sucesso repetida. Com certeza é a prova de que em time que está ganhando não se mexe, mas, se houver um próximo, e eu acredito que haverá, o público vai exigir um ponto alto ou algo inovador. Por enquanto, tanto Gru quanto os mínions seguem sendo os nossos malvados favoritos.

Pisciana, 2.6, humor de 60, dramática, apaixonada por livros e animais.

Instagram: @deebritoo

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