Porre de filmes| O inicio de Dark Universe se inicia em 'A múmia'

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Em A múmia, iremos ao Egito antigo conhecer a bela Ahmanet (Sofia Boutella) que é a herdeira do império. Quando pronta para assumir o trono, ela ganha um irmão bebê e seu sonho de reinar parece acabar num piscar de olhos. Rancorosa, ela entrega sua alma às trevas, sendo possuída por espíritos malignos, e comete atos horrendos. Como punição, ela é mumificada. O resto você já imagina: ela é redescoberta no presente pelos protagonistas e começa a destruir tudo e aterrorizar todos.

A múmia é o filme que inicia o universo expandido da Universal chamado de Dark Universe. Para quem não sabe, o universo expandido é a nova fórmula de sucesso em Hollywood. E não é só os super-heróis que terão essa extensão. A pretensão com A múmia é criar um mundo que conectaria monstros e deuses e manter os filmes interligados através dos personagens. E a pergunta que fica é: esse universo  foi iniciado de maneira correta? Respondo-lhes: Nem tanto.

Basicamente, temos 2 opções de encarar esse filme: 1) se você for esperando algo fiel aos filmes anteriores, você vai “quebrar a cara”, mas 2) se você for somente para se divertir e não se incomodar com o humor forçado de Tom Cruise e um “terror” que não amedronta, somente diverte, vai ser uma boa sessão para o final de semana com a família. 

Podemos até entender as motivações de Ahmanet de fazer de tudo para realizar o sonho de torna-se rainha, mas qual é a verdadeira personalidade de Nick Morton (Tom Cruise)? Ele é ladrão, cafajeste e galinha ou é o homem que vira herói ao ver a uma mocinha em apuros? Detalhe: a mocinha foi a mulher que ele usou e roubou... difícil de entender. Não precisamos nem comentar sobre o humor forçado e muitas vezes sem graça do protagonista.

Apesar dos “probleminhas” em A múmia, teve acertos e eles precisam ser enaltecidos. Como não falar de Sofia Boutella como a vilã/múmia? Sexy, poderosa e ameaçadora. Um acerto, sem dúvidas, foi ter transformado a múmia num personagem feminino. E o Dr. Henry Jekyll (Russel Crowe) é o personagem que explica esse universo expandido. Durante todo o filme, vemos o seu alter ego querendo tomar o controle, apesar de não ser explicado o motivo de ele ser daquele jeito.

O tempo todo, durante o longa, podemos ver as informações dadas sobre como esse universo expandido nasceu, apesar de essas informações serem, muitas vezes, bem irrelevantes para A múmia, mas não para o Dark Universe. O que teremos é a dicotomia mal e bem e como e como eles farão o possível para "estudar" esse mal. Só esperamos que os próximos filmes sejam melhores. Caso consigam melhorar, agradeceremos. Afinal, queremos muito ver outros reboots dos clássicos monstros da Universal. Só não acabem com nossa infância, por favor!

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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