Resenha| Bridget Jones: no limite da razão #2, de Helen Fielding

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[ Editora Paralela | Classificação: 5/5 | Ofertas ]
Depois de muito sofrer, Bridget Jones finalmente arranjou um namorado. Pois é, o charmoso Mark Darcy agora é o companheiro de quase todas as noites de Bridget, viva! Mas sua vida, ao contrário do que suas fãs poderiam imaginar, não se resolve. Apesar de estar radiante e adorando ter um namorado, Bridget continua encucando com tudo que acontece e ouve demais os “conselhos” das amigas e dos livros de auto-ajuda. E ainda tem a falsa amiga, que vive dando em cima do "boy" de nossa heroína. 

Apesar de tudo, Bridget consegue manter o bom humor neste livro que, como o antecessor - O Diário de Bridget Jones - também chegou ao topo das principais listas de mais vendidos em todo o mundo. Bridget Jones: no limite da razão é o segundo livro da série escrita pela britânica Helen Fielding. Assim como o primeiro, ele segue o mesmo formato: a narrativa é toda em primeira pessoa – como se a personagem de fato estivesse escrevendo um diário – e está carregado de humor, bebidas, problemas financeiros, insegurança e busca pelo peso ideal. 

A história inicia do ponto em que o primeiro livro termina. Bridget está nas nuvens com o namorado e achamos realmente que as coisas iriam mudar para ela. Porém, antes disso, ela passa por uns maus bocados e você começa a perder as esperanças. A protagonista continua muito desajeitada, deixa as coisas para cima da hora e é muito insegura. Às vezes, você fica abusado com o fato dela se meter em tantos problemas e ser tão indecisa.

“11h30 Certo. Vou começar desfazendo todas as pilhas de jornais e arrumando numa unica pilha central. 11h40 Ai, ai... 12h15 Talvez comece pela minha lista de coisas a fazer.”

Quando você começa a ficar ranzinza, querendo desistir do livro, a história começa a mudar e aquele amadurecimento que tanto desejamos dela começa a surgir. Mas será necessário ao leitor muita paciência, boa vontade e esperança para ver que, perto do final, a personagem realmente evolui e amadurece. Porém, enquanto o amadurecimento não chega, iremos voltar ao bom humor e toda a graça que somente Bridget Jones é capaz de trazer. Tudo aquilo que gostei no primeiro livro, as piadas, os momentos engraçados, a indecisão e dramatismo acentuados da personagem que geram cenas maravilhosas e bem-humoradas está presente neste livro, assim como a representação da “imagem” feminina, neuras e dramas reais e irreais, porém é necessário ao leitor passar pelo início complicado para chegar até ele.

Eu realmente gostei do ritmo do romance. Moveu-se em um ritmo rápido o suficiente para fazer o leitor apreciar a história e não se sentir atolado por detalhes. Fielding escreve um monte de coisas com abreviaturas e mão curta, o que torna o livro uma leitura bastante rápida. A maneira como ela escreve os pensamentos de Bridget é estranho, fazendo-me sentir como se eu estivesse lendo meus próprios pensamentos às vezes. Posso dizer que gostei mais do segundo livro do que o primeiro. Pelo menos, ri mais e não tive tanta vontade de matar a nossa heroína!

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