Porre de filmes| 'Alien: covenant' promete muito, cumpre pouco

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Quando ouvimos o nome Ridley Scott, logo lembramos de Alien: o oitavo passageiro, filme lançado na década de 70. Após isso, em 2012, o diretor voltou, só que dessa vez quis abordar a história da humanidade, deixando de lado as criaturas alienígenas. Porém, todos esperavam algo tão claustrofóbico e assustador quanto o filme anterior, por isso o diretor foi bastante criticado em Prometheus. Agora, em 2017, Scott resolve voltar às origens com Alien: covenant e promete, promete muito, mas cumpre pouco. 

No longa, uma nave chamada Covenant, que transporta milhares de colonos para um novo planeta à ser povoado, recebe uma transmissão vinda de um planeta desconhecido e aparentemente habitável. Chegando lá, eles são atacados por criaturas estranhas e encontram com o androide David (Michael Fassbender, de “Assassins Creed”), que foi um dos “sobreviventes” de Prometheus, e que agora vive neste planeta.

Se você, assim como eu, estava com uma expectativa muito alta para o novo filme do Ridley Scott, sinto muito dizer, mas vai se decepcionar. Fazendo uma "pequena" comparação entre Prometheus e Alien: covenant, o filme anterior é bem melhor e detalhe: ele não é perfeito. Basicamente, o diretor prometeu uma espécie de Alien: o oitavo passageiro 2 e acabou presenteando os fãs com um Prometheus 2 e isso pode decepcionar um pouco, ou muito. 

E o elenco é, digamos, um pouco sem graça. A personagem feminina forte, que foi uma das promessas do diretor, a Daniels (Katherine Wasterson, de Animais fantásticos e onde habitam) é só uma personagem feminina que não virou "comida de alien" como os outros personagens, mas nada de absurdo nem fabuloso. Pelo menos, a atriz tentou ser carismática. Basicamente o Michael Fassbender leva o filme nas contas e ainda interpreta dois androids com maestria - e com um macacão branco sexy. Porém, mesmo com uma ótima atuação, o personagem sofre com diálogos, algumas vezes, desnecessários, como, por exemplo, as primeiras cenas que tentam colocar o homem como Deus, sendo que a cena não é usada em absolutamente nada e fica "perdida" no filme. 

E, para finalizar, há um gancho bastante fraco para um futuro filme da franquia, nada comparado ao gacho deixado em Prometheus, que foi o motivo da expectativa super-hiper-mega alta. Em Alien: covenant a busca pela criação continua, mas não convence. Infelizmente. O que nos resta é esperar que o diretor volte, de fato, às origens. Afinal, a esperança é a última que morra. E quem é fã, entende que esse ditado popular é bastante verdadeiro, principalmente nestas situações.

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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