Resenha| Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty

17:06 1 Comments A+ a-

[ Editora Intrínseca |  Classificação: 5/5 | Ofertas ]
Em Pequenas grandes mentiras, iremos conhecer um pouco sobre os dramas enfrentados pelos pais que tem filhos que estudam na escola pública de Pirriwee, mais especificamente iremos conhecer 3 mulheres: a decidida Madeleine, a bela Celeste e a Jane, a mãe solteira que acabou de chegar na cidade. 

Madeleine está passando por uma "pequena" situação com sua filha. Casada com o segundo marido, sua filha mais velha quer viver com o pai e a madrasta, além disso a filha do ex-marido estuda na mesma escola da sua caçula, ocasionando, assim, vários encontros desconfortantes entre o ex-marido e ela. Diferente dela, Celeste é linda, rica e invejada por todas, além de ser mãe dos gêmeos que estudam em Pirriwee. Aparentemente, ela tem uma vida perfeita, um marido perfeito e uma família perfeita. Ou seja, perfeição poderia ser o sobrenome dessa personagem. Madeleine e Celeste logo ficam amigas de Jane. E, no primeiro dia da aula, o filho de Jane, o Ziggy, é acusado de praticar bullying. A partir daí, Jane não é muito bem vista pelos outros pais.

Até que chega a data da reunião dos pais dos alunos de Pirriwee. Com muita bebida e pouca comida, fantasiados de Audrey Harpburn (para as mães) e Elvis Presley (para os pais), coisas mudam. E o que deveria ser uma reunião - lê-se: festa -, acabou tornando-se num ambiente onde segredos são revelados, laços são desfeitos e vida(s) são/é tirada(s).

"Tudo sob controle, era a mensagem que tentavam transmitir."
Definitivamente, Pequenas grandes mentiras foi um dos melhores livros que li. Os dramas abordados não são assuntos bobos nem fúteis, quer dizer, aparentemente são, mas só aparentemente. A Liane Moriarty tem uma forma de escrita que prende o leitor logo de cara e, o melhor, é que ela consegue manter a expectativa e o "segredo", sem deixar a leitura cansativa e chata. Durante toda a leitura, somos preparados para o desfecho, pois os capítulos são intercalados entre depoimentos de pessoas falando do futuro, enquanto lemos a história no presente. Porém, de nada adianta, pois o final - não tenho palavras para falar - foi surpreendente e inimaginável, apesar dessa "preparação".

Percebemos que há um contraponto entre as 3 personagens principais. De um lado, temos a Madeleine, que à primeira vista possui um marido prestativo e que a ama, porém não a valoriza. Por isso, ela meio que "deseja" ter uma vida igual a de Celeste. Do outro lado, temos a maravilhosa Celeste, que não consegue deixar o marido e que, mesmo sabendo que o sentimento mudou, prefere continuar num relacionamento abusivo, onde a única conexão é o sexo rápido, selvagem e sem sentimento - será que, depois de saber isso, a Madeleine ainda vai querer a vida de Celeste? Fica aí o questionamento. E, entre elas, há a Jane, a "mãe-pai" de Ziggy. Sozinha, ela é atormentada pelos fantasmas de seu passado e deseja fortemente que seu filho não herde nada do pai. Tudo isso está presente, porém em forma de "pequenas mentiras", onde a pseudo-felicidade e "manter as aparências" são as coisas mais importantes na vida dessas mulheres e das pessoas que estão ao redor delas.

Apesar de vários assuntos abordados, esse livro não é sobre assassinatos, bullying ou dramas familiares, mas sobre como essas pessoas se relacionam e como suas "pequenas" atitudes tóxicas levam a conflitos dolorosos. E isso é retratado de forma bastante real. 

Foto: Mademoseille loves books 

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

1 Comentários
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Anne Pimentel
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19 de abril de 2017 17:27 delete

Eu AMEEEEEEEEEEEEEEEEEI esse livro também! Essa autora é sensacional! Ela consegue prender a gente de uma forma que não é qualquer um que consegue! Eu me apaixonei por ela. Li esse e também o Segredo do meu Marido e não me arrependi.
Eu gostei mais desse, porém! Rendeu 5 estrelas e mais um coração!
*-*

Literatura Estrangeira

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