Resenha| O ar que ele respira, de Brittainy C. Chery

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[ Romance | Editora Record | Classificação: 5/5 | Ofertas ]
Elizabeth e Tristan têm mais coisas em comum do eles desconfiam. Ambos sofreram com um passado terrível, com perdas irreparáveis, tristezas e mágoas sem fim. Depois de um período longe de Meadows Creek, Elizabeth volta com sua filha e todas as suas tristezas e luto para a cidade. Lá, ela encontra um novo vizinho, um homem nada simpático, sempre carrancudo e de mal humor, mas ela consegue enxergar além de toda aquela capa e sente-se cada vez mais e mais disposta a descobrir o que tornou aquele homem tão fechado. Mas, quando as suas tragédias se ligam, o amor e companheirismo que eles dois criaram pode não ser suficiente para se perdoarem.

Demorei mais de um mês para começar a escrever a resenha desse livro e, por mais que eu escreva aqui, jamais conseguirei chegar perto da profundidade e beleza dessa história. Sempre ouvi falar muito desse livro, dessa autora e do quão fantasticamente bem ela escreve, mas deixe-me abrir um momento aqui para dar meus parabéns de pé para Brittainy C. Cherry.

"Todos na cidade esperam que eu seja a mesma pessoa que eu era antes de Steven morrer. Mas eu não sei mais ser aquela pessoa. A morte muda as coisas."

Em O ar que ele respira conhecemos Tristan, um cara que perdeu sua mulher e seu filho em um acidente de carro e desde então ele tenta lidar com a dor da perda dos dois, para ele é um dia de cada vez e uma dificuldade por vez, mas tudo com uma revolta desmedida com todo mundo. Quando ele conhece Elizabeth, no primeiro momento ele a odeia, mas claro que tudo muda quando os dois têm a incrível ideia de ter sexo amigável pensando nos seus respectivos cônjuges perdidos.

Tá aí a receita para uma confusão, porém, no princípio, é tudo bem delimitado e até diria que "profissional", entretanto nem tudo é preto no branco e ambos começam a ter sentimentos, e tudo vira uma bagunça de novo. Tristan é o mocinho mais maravilhoso que li esse ano. Mesmo quando ele está sendo brusco ou impessoal com Elizabeth, percebemos a dor que ele sente. E que dor! Confesso que chorei da primeira página até a última, e só de lembrar quero chorar de novo.

"Nós dois estávamos em mundos separados, feitos de nossas pequenas recordações, e, ainda assim, conseguíamos sentir a dor um do outro. A Solidão reconhecia a solidão."

A história dos dois é tão linda e envolvente, e nada de amor à primeira vista. O romance entre eles é o que vai encantando o leitor e curando suas  próprias feridas. Não leia se você tem coração fraco, pois o livro é intenso, doloroso, lindo e triste, numa mescla perfeita.

Depois de todo esse calvário maravilhoso, só queria dizer que se minha resenha não foi suficiente para te convencer a dar uma chance ao livro, vou repetir: corre pra ler! Todo mundo merece e deve ler qualquer coisa dessa autora. Prepare os lencinhos e caía dentro dessa leitura maravilhosa!

Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

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