Review| The Baller, de Vi Keeland

12:27 2 Comments A+ a-


Delilah Maddox tem o futebol americano em seu sangue, literalmente. Filha de um ex-jogador e atualmente correspondente jornalística, ela cobre os jogos no jornal onde trabalha e ama o que faz. Ama a emoção que o esporte traz, ama o jogo, os jogadores e as lembranças que tudo isso acarreta, mas ela odeia Broddy Easton. Odeia o fato de ele ser a maior estrela do campeonato por dois anos seguidos e, principalmente, os sentimentos que esse cara faz ela ter. Apesar de tudo isso, ela precisa, no final de cada jogo, o confrontar e aceitar que ele não vai parar de deixar sua toalha cair e a colocar numa posição desconfortável com sua nudez todas as vezes que essa entrevista acontecer. O que começa com uma brincadeira pode se tornar num jogo arriscado, e há algo mais precioso em jogo do que apenas uma toalha caída no chão.

Quando volto para ler o primeiro parágrafo dessa resenha, tenho a leve impressão de que não passei realmente todos os sentimentos que o livro desperta na gente. Confesso que o peguei para ler achando que seria uma leitura fácil e engraçada, até porque a capa é bem... bem, a capa é muito sensual para ter um conteúdo tão profundo, mas, como sempre, nem tudo que parece é. Delilah e Brody têm uma coisa desde o primeiro momento, ele sente uma necessidade forte de irritá-la e depois de domá-la, de tê-la em sua cama. Ela, no entanto, tem estado num período de solidão e quer distância de homens como Brody.

O livro inteiro é centrado no casal, com alguns personagens secundários sendo muito importantes, porém, na maior parte da leitura, você vai ter páginas e mais páginas sobre a profundidade desses personagens. Agora, veja bem, eu poderia sentar aqui e falar sobre o quão quebrado Brody é e como é difícil para ele se envolver e se entregar, mas a Delilah é o personagem que quero focar, pois faz algum tempo que não conheço um personagem tão complexo e que demora para se entregar. Não estou falando que Delilah é chata nem nada do tipo, muito pelo contrário, encontrei nela muito mais força do que nas últimas mocinhas que tenho lido, e isso é uma coisa difícil de se achar. A Delilah tem fantasmas do seu passado a rondando, mas não é qualquer fantasmas. E isso acaba criando várias barreiras, impedindo que o relacionamento dela com o Brody progrida. E tá aí outra coisa maravilhosa que Vi Keeland faz muito bem: ela constrói um relacionamento. Não simplesmente solta a bomba "amor à primeira vista", e faz o leitor aceitar aquilo.

Quanto ao Brody - insira aqui muitos suspiros - só tenho coisas boas para falar, pois, apesar de ele ser quebrado e ter receio quanto a se relacionar, ele escolhe se entregar e sabe que Delilah é especial desde o início. Claro que ele não é perfeito, mas são os defeitos que fazem os personagens da Keeland parecerem tão reais. Mesmo assim, amei Brody e não posso deixar de falar que ele me conquistou mesmo antes de conquistar Delilah.
Me sentindo apaixonada por Brody
Só queria dizer que a princípio o livro seria único, mas agora vai ser uma série (acho que o próximo livro é da melhor amiga da Delilah), mas eu quero mesmo é o livro da personagem que causou na trama Delilah-Brody, a Willow. Achei a personagem complexa, sofrida e que merece o seu "felizes para sempre". The Ballet chega ao Brasil pela Editora Charme. Só queria dizer que agora sei que amo livros com jogadores, seus corpos suados e maravilhosos e suas histórias de fazer suspirar. Com toda a certeza, esse livro merece 5 estrelas e minha torcida para que os próximos livros saíam logo. 

Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

2 Comentários
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29 de março de 2017 17:33 delete

Oi, Ray. Não conhecia a autora e nem os livro, mas já anotei aqui para ler depois. Eu tenho receio de ler livros instalove, mas acredito que a historia tem tudo para chamar a atenção do leitor de uma forma positiva.
Beijo, Leitora Encantada

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2 de abril de 2017 18:35 delete

Oi, sério que você nunca ouviu falar na Colleen? Eita, mas se joga, talvez você goste! :)

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