Resenha| O diário de Bridget Jones, de Helen Fielding

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Bridget é uma mulher como muitas: preocupada constantemente com seu peso, se acha feia e a menos desejada pelos homens. Solteirona, na faixa dos 30 anos, ela é uma jornalista e está apaixonada pelo seu chefe Daniel Cleaver, um homem sedutor e machista. Constantemente pressionada pela família para engajar um relacionamento sério, Bridget é apresentada, durante a confraternização de Natal na casa de amigos dos seus pais, a Mark Darcy, com o qual antipatiza logo de cara. No inicio do ano, Bridget decide mudar alguns hábitos e cria uma lista para tentar mudá-los e também atingir alguns objetivos. Assim, ela começa a escrever um diário onde registra os resultados dos seus esforços.

“Domingo, 2 de abril 57 kg. 0 unidades alcoólicas (maravilhoso). 0 cigarros. 2250 calorias.”

O Diário de Bridget Jones é o primeiro livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e já tem até adaptações cinematográficas. O livro é escrito em uma espécie de diário, separado por meses e com detalhes de alguns dias da semana, relatando sempre qual o peso atual, quantos cigarros fumou, quantas unidade alcoólicas bebeu, quantos bilhetes instantâneos de loteria comprou. A autora faz uma crítica a toda pressão que a sociedade faz em uma mulher para que ela seja bem sucedida, seja no casamento ou no trabalho, porém ela entra em contradição, pois, quando tudo parece estar dando certo na vida de Bridget, ela volta à estaca zero. Por esse fato, a história torna-se bastante repetitiva e um pouco entediante. 

É impossível não se identificar com ela e com os problemas que ela enfrenta (menos os vícios de fumar e beber), por isso ela me irritou um pouco, mas só às vezes. Os amigos de Bridget tentam aconselhá-la da melhor forma possível, mas eles não entram em acordo: June é uma romântica incurável, enquanto que Sharon e Tom são mais realistas. Sua mãe enlouquece qualquer um, sinto que estava começando a ficar meio louca também, dá até pena da pobre Bridget. Daniel Cleaver e Mark Darcy são os dois lados opostos de uma moeda, enquanto que o primeiro é um galinha de carteirinha e arrogante, o segundo é um advogado bem sucedido e brilhante. As personagens não são bem construídas, talvez por não ser uma história, mas, sim, um diário, por isso eles não são tão profundos.

Se você já é fã da série, vale a pena dar uma conferida na nova edição lançada pela Paralela, a capa, as cores, a diagramação está ótima e o livro é bem gostosinho de pegar. Se ainda não conhece a história de Bridget, leia sem as altas expectativas que os comentários e a fama que fizeram por aí em relação a ela, você vai aproveitar melhor! Vale também conferir o filme estrelado por Renée Zellweger no papel principal.
Foto: where the light is

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