Resenha| O trono de diamante, de David Eddings

12:05 1 Comments A+ a-

Ficção, Ficção fantástica | Editora Aleph | Classificação: 3/5 | Ofertas
Após anos de exílio, o cavaleiro da Ordem Padion, Sir Sparhawk retorna à cidade de Elenia, onde perceberá que a cidade não é mais como antes. Por conta da doença da rainha Ehlana, a cidade está sendo "governada" por Annias, primado da igreja, que manipula o príncipe regente e acaba governando a cidade indiretamente. A rainha Ehlana está com uma estranha doença. Visando uma forma de mantê-la à salvo e viva, ela foi enfeitiçada para que seu coração continuasse pulsando e para que os aliados dela encontrassem uma cura em tempo hábil. 

Com a chegada do Sir Sparhawk, o Cavaleiro da Rainha, o ambicioso Annias vê o seu fracasso próximo, pois, quando o cavaleiro resolve descobrir o que há de errado com a doença dela e acaba descobrindo as reais intenções de Annias. Junto com alguns companheiros, o Cavaleiro da Ordem Padion enfrentará autoridades e perigos sobrenaturais e reais para salvar não só a rainha de Elenia, mas a cidade também.

Cheio de intrigas políticas e reviravoltas, O trono de diamante, de David Eddings, é o primeiro livro da trilogia Ellenium. No livro, o autor vai nos mostrar uma ficção épica bastante densa, pelo menos, essa foi minha impressão. Nada no livro é muito dito. No início, o leitor consegue sentir que há algo de errado, mas não consegue entender tão bem. Porém, o autor consegue desenvolver isso em "doses homeopáticas". Então, aqui, o leitor não é jogado no mar de informações. Para mim, esse é um dos pontos mais positivos do livro, afinal não costumo ler livros que trazem histórias medievais. Essa forma de o autor apresentar a trama, garante uma leitura mais lenta, porém isso não significa que seja ruim. Afinal, há nomes de cidades, de cavaleiros, de autoridades importantes, e essa "lentidão" faz com que o leitor não se enrole no decorrer dos acontecimentos.

A forma como o autor apresenta a história é só um dos pontos positivos, outro fator que gostei bastante foi o fato de que ele criou um universo completo para a trilogia. Eosia, o universo criado pelo autor, comporta reinos, mares, etc. No livro, temos uma um mapa que mostra isso. E o leitor não só pode imaginar, como também visualizar os espaços de terras. Todo esse trabalho acabou dando um toque crível a história. E que bela edição a Aleph nos presenteou. Lembrando que O trono de diamante é um dos primeiros livros de ficção fantástica publicado pela editora. Com certeza, é um prato cheio para quem curte o gênero.

Eu recomendo esse livro a todos que curtem uma boa ficção e uma história épica, tipo, Game of Thrones... Porém, para mim, não foi uma leitura tão fácil. O ponto negativo é que não tenho muita afinidade com histórias épicas, ou seja, foi difícil pegar o ritmo, mas depois que peguei, a leitura fluiu. Lembrando de que esse foi uma questão minha, isso não quer dizer que vocês enfrentarão o mesmo problema. Quando vi esse livro, pensei em me aventurar e, assim, sair da minha zona de conforto. Talvez, tenha sido isso que fez com que eu não achasse a leitura tão simples. Enfim, recomendo e espero que aproveitem a leitura mais que eu. Boa leitura. 

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1 Comentários
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Licavargas
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17 de novembro de 2016 00:55 delete

Sua resenha me chamou a atenção e me deixou curiosa com algumas coisas, mas eu tenho a sensação de que teria o mesmo problema que você quanto ao ritmo, pois livros ao estilo de Got não é nem um pouco a minha praia... Acho que por esse detalhe, talvez não aproveite tão bem quanto a leitura pode ser.
Vou anotar a dica para passar para um dos colunistas que adora esse estilo, acredito que ele pode gostar :)
Beijinhos,
Lica
Amores e Livros

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