Resenha: A seleção, da Kiera Cass

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Em A seleção, logo de cara, somos apresentados a um futuro pós 3ª guerra mundial, mais especificamente a um país chamado Illéa. Lá a sociedade é dividida por castas (entenda castas como: classes sociais). Há 8 castas. As castas inferiores trabalham para pessoas de castas superiores. Depois de nos situarmos no cenário em que a história acontece, podemos começar, de fato, a falar sobre a história.

America Singer é uma artista da casta Cinco. Ela vive em Illéa com sua família e tem uma amizade – bem colorida – com Aspen, além de ser o cara mais bonito de Illéa, segundo ela, ele também é um faz-tudo e de uma casta inferior a dela - ou seja, uma espécie de namoro que nunca acontecerá, pois não se é permitido que uma mulher namore/case/tenha qualquer relação com um homem de casta inferior. Mas esse não é o maior dos problemas que America terá que enfrentar. Num dia como qualquer outro, America recebe um formulário para participar d’A seleção, que é, basicamente, um convite às moças que tenham entre 16 e 20 anos para concorrer a vaga de casar com o príncipe, o Príncipe Maxon, e, consequentemente, torna-se a rainha de Illéa. Só de participar da seleção, a família de America já iria ser beneficiada. A mãe de America, feliz, queria que a filha participasse, é claro. Mas a garota não queria, por um motivo óbvio: Aspen.

"Não estava a fim de sacrificar meus sonhos, independente do quanto minha família fosse importante para mim. Além do mais, já tinha feito bastante por eles."

Entre dois dilemas: 1) ajudar a melhorar a vida da família ou 2) perder Aspen, pois se o príncipe a escolhesse, não teria volta; America acaba indo participar e tornando-se uma das selecionadas. Ela e outras 34 garotas vão ao palácio concorrer a uma coroa. Detalhe: o intuito de ir, segundo a própria America, foi para esquecer o Aspen – essa decisão foi tomada após uns desentendimentos. 

A vida dela muda completamente ao chegar no palácio. Lá, ela conhece o príncipe e tudo o que ela achava sobre ele estava errado. O príncipe é bonito, educado, bondoso, engraçado, charmoso. Não demorou muito para que eles formassem uma aliança. A ideia principal era que America o ajudaria a escolher uma rainha e, em troca, ela continuaria na competição e, com isso, beneficiaria sua família no final. As coisas mudam, quando um beijo acontece. Agora, America Singer, confusa, começa a refletir sobre tudo: Príncipe Maxon, o beijo, seus sentimentos e Aspen que, só para aumentar a curiosidade de vocês, está, agora, trabalhando no palácio, fazendo a segurança do quarto de America...
Minha cara de que: vai rolar "treta"? Vai, sim. Quero ver? Quero. Muito.
Você devem saber que eu amo/adoro/sou histórias distópicas. E claro: não poderia deixar de ler o livro que se tornou viral. Logo, fui com muita, mais muita sede ao pote e não me arrependi. Apesar de achar um pouco parecido com outros livros distópicos, principalmente Jogos Vorazes, achei que, também, a Kiera Cass trouxe o seu toque de originalidade ao livro, nesse caso: a realeza.

Antes de continuar, quero apresentar 2 pontos: 1) A Seleção não é livro de garota. Parem de achar isso!; 2) Parece ser uma história fútil? Sim, parece. E muito. Porém há assuntos que subjazem essa "futilidade" e digo-lhes: desigualdade social, brigas políticas, questões relacionadas ao machismo. Assuntos relevantes e tratados de uma forma tão sutil que muitos nem perceberam.

America é o tipo de garota que, apesar de jovem, tem que trabalhar cedo. Afinal, a situação da família Singer não é umas das melhores. O dilema enfrentado por ela é aceito, pois Aspen é o primeiro amor dela, gente, depois ela se desilude. E essa paixão pelo Aspen deixou a personagem um pouco egoísta, pensando somente nela, pelo menos ela teve bom sendo e fez uma escolha boa. Aspen é aquele cara que gosta de ter o controle de tudo e muitas vezes ele apresentou uma atitude bem machista perante as atitudes de America. Aceitar algo de uma mulher não faz de um homem inferior a ela. Só lembrando. Diferente de Aspen, o Príncipe Maxon é o cara que toda mulher gostaria de ter - podem suspirar - e o que me fez gostar dele foi a compreensão dele ao sabe sobre a situação em que a protagonista encontrava-se.

Achei desnecessário esse triângulo amoroso? Sim. Por que? Por que houve um tempo em que a autora esqueceu dos outros temas e só focou no romance que, algumas vezes, era repetitivo, chato, meia-boca. Mas, digo-lhes uma coisa, independente do quão chato e repetitivo o romance foi algumas vezes, a curiosidade de saber quem seria O Escolhido sempre esteve aqui, e ainda continua. Não comecei a ler os outros livros, então não digam spoilers nos comentários. Obrigado. Por nada. 

Com a narrativa em primeira pessoa, podemos saber como se sentia a participante d'A seleção. Seus medos, expectativas, confusão eram sentimentos que sabíamos que ia acontecer. Afinal a America estava num lugar totalmente novo e cheio de luxo. Algo totalmente diferente da realidade em que ela vivia. A narrativa foi ótima para conhecermos mais a protagonista. Um fator muito positivo também foi a forma como a autora apresentou o cenário, regras paras os moradores de Illéa, o funcionamento da competição e afins. Foi algo bastante claro. Não deixando dúvidas no leitor. Preciso falar da diagramação e revisão: sim. Estava muito boa. Não notei erros. E a capa? Nem preciso falar... Faz total referencia à história.

Em suma, é um livro que recomendo. Traz assuntos importantes. É capaz de nos entreter, e deixar curioso qualquer leitor que se coloca no lugar de America. E a dúvida que fica é: para que time você torce? Team Aspen ou Team Maxon? Eu tenho o meu. 

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

10 Comentários
Comentários

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25 de março de 2016 17:40 delete

Olá , adoro suas resenhas só para deixar bem claro ♥
O livro virou praticamente uma febre entre muitos leitores compulsivos do gênero , estou louca para ler ,mas assim como vejo comentários positivos vejo negativos ,mas sua resenha me deu aquele #UP para passar os livros da serie A Seleção na frente dos outros livros que eu queria ♥

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Déborah
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26 de março de 2016 11:09 delete

Jadson, eu meio que tenho um caso de amor e ódio com esse livro.
No começo gostei muito, mas depois foi me dando uma raiva/abuso da America que nem sei descrever.
Também achei esse triângulo muito desnecessário.

Lisossomos

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26 de março de 2016 11:43 delete

Apesar de ver e ouvir muito sobre esse livro, ainda não o li rsrsrs. Estou lendo mais autores nacionais, mas com certeza o lerei assim que possível.
Bjs
www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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26 de março de 2016 12:50 delete

Olá, essa resenha ficou incrível, parabéns! Já li toda a série, pelo menos todos que já foram lançados. Eu tinha meu "time" claramente definido e com o desenrolar do enredo minha torcida só aumentou.
Demorei para começar a ler a série, pois eu tinha um certo preconceito com essas capas...imaginava ser historinhas fúteis, mas foi só começar o primeiro que não consegui mais parar, a narrativa de Kiera é muito dinâmica e prende o leitos até a última página.

Abraços
Literaleitura

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26 de março de 2016 18:12 delete

Oi!
Só vejo resenhas positivas sobre esta coleção, mas ainda não me dispus a Le-la, nem sei bem porquê... Confesso que romances por si só, não me interessam muito, especialmente quando a protagonista só pensa em casamento, mas esse tem lá seus fatores intrigantes... Gostei do sue texto, me faz ter vontade de superar minha implicância e ler... ;)

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Suzzy Chiu
AUTHOR
27 de março de 2016 20:42 delete

Hello!
Ainda nao li nada da Seleção, mas acho as capas lindas e diante de tanto sucesso, quero ler pra ver qual é a do livro.
Gostei mto da sua resenha, bem sincera e tb nao acho q seja livro de menininha, as questoes do livro sao bem interessantes.
E a ideia de triagulo amoroso me deixa incomodada, mas ainda sim eu leria, acho que o livro nao é somente isso, apesar de ser importante.
Com certeza vou ler, ainda mais agora que tem o ultimo saindo.
Beijos!

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28 de março de 2016 11:37 delete

Oi Jadson,

Acho que a sacada dessa autora foi certeira, a maioria das meninas já pensou em ser princesa e ela me cria uma distopia justamente com isso. Adorei esse primeiro livro e a protagonista, gostei da distopia também. Ainda tem muita coisa pra acontecer, mas o final da trilogia não me agradou. :/

Bjs, @dnisin
www.sejacult.com.br

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28 de março de 2016 14:56 delete

Ola Jadson eu amo essa série, capas lindas e perfeitas, distopia com um tem bem colocados sobre as diferenças sociais, com relação ao triângulo amoroso eu não dou fã, mas achei que ficou sutil nesse livro. ótima resenha. abraços

Joyce
www.livrosencantos.com

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29 de março de 2016 01:24 delete

Hey!

Essa é a primeira vez que leio uma resenha que me convenceu sobre esse livro/saga. Admito que mesmo achando a capa linda, ela me passava outra impressão - nem parece distopia! - mas a sua resenha me fez me interessar, se não pelos dramas da protagonistas, pelo LORE proposto pela autora. Muito legal mesmo. Parabéns pelo texto!

www.forasteras.wordpress.com

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Catharina M.
AUTHOR
29 de março de 2016 14:25 delete

Oiiie
sua resenha está muito boa, eu adoro a série então sou bem suspeita para falar, na verdade espero poder reler em breve pois faz um tempinho que li, essa capa é muuuito beautiul haha

Beijos
http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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