Resenha: Fragmentados, do autor Neal Shusterman

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Fugir é o único jeito de manter-se vivo, quando uma pessoa está prestes a ser fragmentado. Não deixe de conhecer Fragmentados, do autor Neal Shusterman, publicado pela Editora Novo Conceito. Um lançamento que deve ser leitura obrigatória para os leitores que curtem uma boa história distópica. Falo isso por experiência própria!

Após assinada a “Lei de Vida”, os pais podem e devem “doar” seus filhos problemáticos com idades entre os 13 e os 17 anos para serem fragmentados. No processo de fragmentação, órgãos e partes do corpo dos fragmentários, jovens que serão fragmentados, são retirados e doados à outras pessoas. Uma atitude bem desumana de um governo opressor. (Tentei imaginar esse processo, mas é assustador demais! #Medo).


"A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de treze anos."

Connor tem 16 anos e decide desertar, após descobrir a ordem de fragmentação assinada por seus pais. Uma super traição, eu diria. E com muita sede de viver, o garoto abandona tudo para viver livre, sem regras, porém, para isso ele terá que viver escondendo-se da sociedade.

“Há lugares aonde você pode ir – Ariana diz a ele (Connor) – e um cara esperto como você tem uma boa chance de sobreviver até os dezoito anos.”

Diferentemente de Connor, Risa é uma é garota de 15 anos, pianista e tutelada pelo estado, pois garotos(as) rejeitados pelos pais acabam tendo um único futuro: aguardam ansiosamente serem adotados. Infelizmente, Risa não teve essa sorte. Ela não poderia viver para sempre tendo o estado como o seu tutor, por isso ela teria um destino não tão bom daqui pra frente. 

E por último, mas não menos importante: Lev, um garoto de 13 anos, alienado e que estava disposto a ser fragmentado. Para ele, ser um fragmentário era uma espécie de benção. Isso foi os que os pais dele fizeram-no pensar. (Não se deixe alienar pelos argumentos desse garoto).

Três garotos totalmente diferentes, mas com um único destino: a fragmentação. Por coincidência, Connor fugindo da policia, acaba ajudando Risa a fugir e sequestra Lev com o intuito de ter um refém, mas de salvá-lo também. 

O estado afirma e acredita que ser fragmentado não é morrer, muito pelo contrário, é estar vivo, só que em estado dividido.  Uma forma de pensar um tanto equivocada. Até que ponto podemos tirar a vida de uma pessoa para dar ao outro uma melhor forma de viver?

"Em um mundo perfeito, todas as mães desejariam seus bebês e estranhos abririam seus lares para aqueles que não são amados. Em um mundo perfeito, tudo seria preto ou branco, certo ou errado, e todos saberiam a diferença. Mas este não é um mundo perfeito. Os problemas são as pessoas que pensam que sim."


Sabe aquele livro que te prende de uma forma inesperada? Acho que esse é o ponto forte de Fragmentados, pois o autor escreve de uma forma envolvente e o melhor é que não deixa a história ficar morna em nenhum momento. Esse livro é só elogios, gente! Digo isso porque adoro/amo distopias, e esse lançamento da Editora Novo Conceito não deve deixar de ser lido. Só sentir falta de alguém que representasse o governo, sabe? Como, por exemplo, as outras histórias distópicas fazem. Mas digo a vocês que isso não muda muito o que foi dito antes: é uma história sensacional! Sério. Uma distopia bastante original. Isso é o que faz a história ser tão boa!

Estava com muita expectativa ao ler esse livro e não me arrependi. Outra coisa que gostei muito no livro: os capítulos intercalados visto na concepção dos 3 garotos. Isso foi bastante enriquecedor, principalmente para nos aproximar mais ainda da história e dos personagens. E os capítulos curtos é a melhor coisa! Amo muito! Nem preciso recomendar, não é? Acho que ficou bem claro que esse livro está entre umas da melhores leituras do ano. 

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

5 Comentários
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6 de agosto de 2015 13:26 delete

Oi!
Estou bastante curiosa com esse livro. Desde quando começaram as divulgações.
Adoro distopias e essa parece ter um enredo bem original.
Já está na minha lista de desejados, esperando uma oportunidade de tê-lo!
Beijos

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6 de agosto de 2015 19:04 delete

Ai mano, que coisa louca isso de os jovens rebeldes serem fragmentados Oo meio nada a ver, e os adultos ruins, se faz o que com eles? kkk por conta desses detalhes eu fico bem com um pé atrás, mas adorei sua resenha, quem saabe apesar de tudo seja bom mesmo!

xx Carol
http://caverna-literaria.blogspot.com.br
Tem resenha nova de "Caixa de Pássaros" no blog, vem conferir!

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Kelly Muniz
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6 de agosto de 2015 21:58 delete

Se você não mencionasse que esse livro te prendeu de uma forma inesperada não imaginava que ele era tão bom. Porque pela capa não daria nada por ele. Confesso que agora fiquei curiosa. Muito boa resenha.
Bjs

http://livrosemarshmallows.blogspot.com.br/

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Alice Duarte
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8 de agosto de 2015 14:29 delete

Oiii

Neal Shusterman se tornou um dos meus autores favoritos. Amo distopias e Neal escreve com perfeição. Além disso, ele é um dos autorer mais simpáticos que tive a oportunidade de conhecer. Neal me adicionou no Twitter e eu quse morri de emoção quando vi. Ele esteve recentemente visitando a Espanha, e as blogueiras de lá, todas elas estavam emocionadas com sua simpatia, cordialidade e carinho com os fãs. Do Neal Shusterman eu leria até receita de bolo!!! Espero que ele faça muito sucesso também no Brasil, porque ele é ótimo!

Beijokas, Alice

http://naprateleiradealice.blogspot.com.ar

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Joice Ol.
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11 de agosto de 2015 18:37 delete

Estou com muita vontade de ler esse livro, já faz um tempo que estou de olho nele, só estou tentando organizar meus estudos, hahaha.
Ótima resenha, só me deixou mais curiosa *--*

Beijos
http://intoxicadosporlivros.blogspot.com.br/

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