Resenha | Deserto de ossos, de Chris Bohjalian

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Em 1915, o massacre de milhares de armênios perpetrado pelos turcos tingiu para sempre as areias do deserto sírio com o sangue e os ossos de uma civilização inteira. Em meio a esse cenário desolador, Armen Petrosian, um jovem engenheiro armênio que perdeu a esposa e a filha, e Elizabeth Endicott, uma rica jovem americana, se apaixonam. Mas antes de assumir o que sentem, eles se separam quando Armen se alista no exército britânico e Elizabeth vai trabalhar como voluntária. Ambos testemunharão atrocidades que os marcarão para sempre antes que possam se reencontrar. Quase um século depois, às vésperas do centenário do genocídio, a neta do casal, Laura, embarca em uma jornada pela história de sua família, descobrindo uma história de amor, perda e um delicado segredo que ficou soterrado por gerações. 
O livro conta a história do genocídio armênio, ocorrido durante a primeira guerra, em 1915. Elizabeth Endicott e seu pai, um rico banqueiro americano, se voluntariam para ajudar os refugiados do massacre na cidade de Alepo, na Síria. Lá, sob a hospitalidade do cônsul americano Ryan Martin no complexo americano, eles prestam assistência às mulheres refugiadas e às crianças que serão encaminhadas para o orfanato. Elizabeth é a principal correspondente da "Associação Filantrópica Amigos da Armênia". Nesse cenário, ela conhece Armen Petrosian, um engenheiro armênio que trabalha na construção de ferrovias com os Alemães Eric e Helmut.

Elizabeth e Armen não possuem nada em comum. Ela, rica e vinda de Boston, sem nenhuma noção do que a esperava em Alepo, alheia a qualquer tipo de sofrimento humano. Armen havia perdido a esposa e filha em decorrência do massacre e tinha sede de vingança. Porém, eles apaixonam-se. Mas antes que esse amor pudesse ser concretizado, eles se separam. Armen alista-se no exército britânico e parte para o Egito, e Elizabeth continua, em Alepo, esperando médicos voluntários e suprimentos vindos do Estados Unidos para os campos de reassentamento.

No hospital, Elizabeth conhece Nevart, armênia e viúva de um médico, sobrevivente das torturas e longas caminhadas sob o sol escaldante do deserto, e Hatoun, uma menina armênia, que quase nunca fala. Imediatamente nasce uma bela amizade entre elas, crucial para que Elizabeth possa suportar a falta que sente de Armen, no período em que ele está servindo ao exército e que eles só se comunicam por cartas.

No que diz respeito à história: achei muito interessante, principalmente os detalhes de como se deu início do massacre e o desenrolar dos fatos. Como o próprio livro questiona: Como pode morrer milhões de pessoas sem que ninguém tome conhecimento?


Em relação ao casal principal, achei meio morno, sem empatia ou emoção. Alguns personagens secundários acabam “roubando a cena” em certas passagens do livro.

Com relação à narrativa, em alguns pontos achei meio confusa. O narrador, ora observador, ora personagem, está sempre indo e vindo, do  passado para o presente ou vice-versa e, em minha opinião, dificultou o entendimento em alguns momentos. 

O ponto relevante do livro é o tema central. Eu nunca havia lido nada sobre o genocídio armênio que ocorreu durante a primeira guerra mundial. Então, para quem curte livros que tratam de história geral, com certeza é uma leitura válida.

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