Crítica: “Divertida mente” não é somente divertido

10:28 2 Comments A+ a-


Como não se apaixonar pelos sentimentos que comandam a sala de controle (ou para ser mais claro, a mente) da Riley? Um filme cheio de cor e banhado de muita imaginação. Apresento-lhes: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. A Pixar conseguiu transformar a genialidade em filme!

Em “Divertida Mente” somos apresentados à um mundo complemente diferente do que estamos acostumados a ver. Isso tudo é tão... fantástico! Essa é a palavra certa! Não é à toda que essa animação foi aplaudida no Festival de Cannes e comparada à outros sucessos da Pixar. Muito merecido, eu diria.

Da sala de contre, podemos ver as ilhas que compõem a personalidade da Riley
O filme conta a história de uma garota de 9 anos chamada Riley. Uma vida perfeita, até saber de sua mudança para São Francisco. Decepcionada, pois a sua nova casa não é nem um pouco legal, com medo da enfrentar os novos desafios, como, por exemplo, achar novos amigos, se preparar para nova escola, a garota é dominada por outros sentimentos. Isso tudo é o que acontece fora da cabeça dela. Na mente de Riley, a Alegria e a Tristeza estão perdidas, ou seja, fora da sala de controle, e só a Nojinho, a Raiva e o Medo comandam. Nessa aventura, a Tristeza e a Alegria tentam retornar à sala de controle, mas antes precisam encontrar uma forma de sair do labirinto de memórias de longo prazo, atravessar as ilhas que compõe a personalidade da garota para, finalmente, chegar ao trem do pensamento e consegui voltar à sala de comando.

O filme é dirigido por Peter Docter, diretor de Up: Altas aventuras, e Ronaldo Del Carmen. Esses dois gênios conseguiram personificar os nossos sentimentos e transformar conceitos bastantes complexos em algo divertido, colorido e simples. Afinal, o filme é para crianças, mas é IMPOSSÍVEL um adulto não se apaixonar e ficar com os olhos marejados.

É possível observar que em  “Divertida Mente” não vemos apenas um protagonista, mas nos é apresentado outros sentimentos que, às vezes, assumem esse papel. É importante salientar que o esteriótipo de garota frágil é abortado no filme, pois Riley gosta de Hóquei (um esporte muito praticado por garotos), parece ser uma garota “independente”, apesar de ter apenas 11 anos. Nos mostrando que ela está entrando na fase da adolescência. Em alguns momentos, ou na maioria deles, a tristeza não se controla. Assim como acontece conosco. Pois, no filme, a tristeza acaba incorporando a sua essência em memórias alegres, fazendo a Riley relembrar essas memórias numa perspectiva triste. Os diálogos entre a tristeza e alegria  reflete algo bastante comum na mente humana, ou seja, aqueles questionamentos: “Por que estamos tristes, se temos tudo o que queremos?”


Mesmo com todas essas interpretações e elogios, o mais importante é mensagem deixada no fim à todos que assistiram essa beleza. Aliás, mensagem está que foi enfatizada e destacada com grande insistência, nos mostrando que a tristeza é tão importante quando a alegria. Principalmente, porque somos obrigado pela publicidade e sociedade à viver esbanjando alegria e auto satisfação.  A tristeza possui momentos que não são tão tristes assim. É algo bem relativo, mas, muitas vezes, é através dela que chegamos a um um momento feliz e único. Atribuindo à tristeza um status "positivo".

"Divertida Mente" já um dos melhores filmes do ano, pra mim, é claro. O tratamento dado aos assuntos mais complexos de uma forma infantil, foi um dos pontos principais, eu diria. Além de nos mostrar como lidamos com o amadurecimento. No filme, esse amadurecimento é retratado pelo novo painel da sala de controle e nele contém: o botão "puberdade", novos palavrões e novos conhecimentos por parte da Riley e dos sentimentos também, pois nem eles sabem o que é a puberdade. Um filme infantil, engraçado, divertido e com uma ótima mensagem. Posso afirmar uma coisa: risco de arrependimento, caso não vejam o novo lançamento da Pixar!

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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Luiza Lamas
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26 de junho de 2015 13:22 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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Luiza Lamas
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26 de junho de 2015 13:24 delete

Oi, tudo bem?
Alguns dos meus amigos já assistiram esse filme e recomendaram muuuito, quero assistir logo!
Parece ser super fofinho ^^
Beijo.
Choque Literário

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