As espiãs do dia D, Ken Follet

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Eletrizante. Instigante. Tenso. Essas palavras definem um pouco esse maravilhoso livro, escrito por Ken Follet e publicado pela Editora Arqueiro. As espiãs do dia D é praticamente um filme hollywoodiano com direito a muita ação, reviravoltas e romance.

Felicity Claire, ou Flick, agente britânica que pertence ao Regimento de Enfermagem e Primeiros Socorros. Isso era o que todos sabiam. Mas, na verdade, ela trabalha para a Executiva de Operações Nacionais, uma organização com missões de sabotagem dentro das linhas inimigas. O marido dela, Michel, comanda uma célula da resistência francesa chamada Bollinger. Já podemos inferir uma coisa: dupla arrasadora, hein!

“Aos 28 anos, (Flick) era uma das agentes de mais experiência dessa força secreta. Àquela altura já encarara a morte mais de uma vez, aprendera a conviver com o perigo e a lidar com o medo.”

Durante a Segunda Guerra Mundial, a França estava sendo tomada pelas forças nazista. Para evitar isso e fazer as tropas alemãs recuarem, a Resistência Francesa tem uma missão: destruir a central telefônica, que é o principal meio de comunicação entre os alemães. O que Flick não esperava era que ela, seu marido e toda a célula Bollinger fracassassem na tentativa de fazer isso. Por erro? Por ansiedade de cumprir a missão? A resposta é não. O problema foi acreditar em informações sem antes confirmá-las. Vocês acham que pode piorar? Não, né! Mas pode, sim. O comandante do grupo B das forças alemãs, Dieter Frank, havia memorizado o rosto de Flick. Agora, a coisa toda fica bem mais complicada.

“Pessoas assim (como Flick) representavam uma inegável ameaça à ocupação alemã. Criminosos eram burros, preguiçosos, covardes e toscos. Aqueles resistentes (a célula Bollinger) eram guerreiros.”

Decepcionada com fracasso da invasão, com a perda de bons resistentes e ainda por cima com o marido ferido, Flick tem um ideia: criar uma equipe de mulheres para entrar como faxineira no castelo e destruir a Central Telefônica. Mas com apenas 9 dias, sem muitas opções de mulheres para montar a equipe, será que ela conseguirá? Uma sirigaita, uma assassina, uma arrombadora de cofres, um transformista, uma aristocrata sem sal e uma atiradora com uma pontaria certeira. Essa foi a equipe denominada de “Jackdaws”. No comando Felicity Claire. Missão: Derrubar a Gestapo, polícia secreta do governo Nazista, e explodir a central telefônica, dessa vez, sem erros. Missão cumprida? Será que as Jackdaws irão conseguir? Dieter com a ajuda da sua namorada e sua equipe farão de tudo para descobrir o ataque, mas será que ele conseguirá acabar com a sua maior rival, Felicity Claire?

Esse suspense inspirado em uma história real é de tirar o fôlego. E o melhor: isso tudo começa desde a primeira página com a primeira tentativa de ataque. Para nossa alegria, eu diria.

Ken Follet conseguiu um misto de tudo o que foi dito acima e não esqueceu de por uma pitada de romance. No livro, somos apresentados ao drama de Flick com o seu marido infiel, mas que, a meu ver, pareceu arrependido. Apesar de ser um torturador de primeira, Dieter Frank também tem seu momento de amor com sua amante francesa. A propósito, que amor, viu! Pena que ele notou isso no fim do livro. Também tem o romance entre as Jackdaws. Sim, entre as garotas. Afinal, devemos aceitar toda forma de amor.

Vou contar-lhes um segredo: esperava mais do final do livro. Não que ela seja ruim, pois não é. Mas o fim foi típico de novela da Globo, sabe? Eu me apeguei a alguns personagens, como, por exemplo, a amante de Dieter, mas Flick é I-M-P-L-Á-V-E-L, INTELIGENTÍSSIMA. Então, qualquer pessoa que estava contra ela, foi tirada de campo. E Dieter Frank mostrou-se ser um personagem tão bom quanto Felicity.

Sobre a narração: gostei bastante, pois a cada capítulo foi possível observar e compreender o que se passava na cabeça de 3 personagens principais: (1) a comandante das Jackdaws, Felicity; (2) Dieter Frank e (3) Paul, faz parte do romance contido no livro. (NO SPOILERS!)

Em suma, não tinha expectativa para ler este livro, mas me surpreendi e como de costume: engoli o livro. Por motivos óbvios!

Título: As Espiãs do Dia D
Autor: Ken Follet
ISBN-13: 9788580414097
 ISBN-10: 8580414091
Ano: 2015 /
Páginas: 448
Idioma: português
 Editora: Arqueiro
SINOPSE: Segunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado. Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett.

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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