[Resenha] As Cavernas de Aço - Isaac Asimov

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O livro ‘As cavernas de aço’ é um romance policial cheio de reviravoltas, além disso há um embate entre humanos VS robôs. Asimov conseguiu juntar isso tudo e fazer uma bela obra, mais uma vez mostrando-nos que é o pai dos robôs na ficção científica.

Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, como acontecera com seu pai no passado. Pois seu parceiro é um robô.

‘As cavernas de aço’ descreve um futuro em que a sociedade não tem contato com a atmosfera e além da Terra, há outros 50 mundos que em alguma época foram colonizados por nós, seres humanos.  Os robôs estão começando a participar ativamente da sociedade e, consequentemente, tirando os empregos dos homens e mulheres que vivem naquela sociedade e isso acarreta na desclassificação social dos humanos, ou seja, no consumo de comida de baixo nível, o uso de alojamentos desconfortáveis, etc. Por isso parte da sociedade faz parte e acredita que com o movimento medievalista as coisas podem melhorar. Pois, o medievalismo não aceita a inserção dos robôs na sociedade e prefere manter-se longe dos mundos exteriores. 

“Era fácil ser um medievalista quando isso significava recordar uma época em que a Terra era um mundo, e não apenas um dos 50 mundos.” 

Elijah Baley é escalado por seu chefe para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. Aceitando e conseguindo desvendar o mistério que ronda esse assassinato, ele subirá de nível social e isso acarretará em mais conforto para sua família, mas a única restrição é que ele tenha como parceiro de investigação um robô humanoide chamado Daneel. Esse robô foi criado pelos siderais para não deixar a investigação nas mãos apenas dos humanos, além deles acreditarem que o assassino é um humano medievalista. Baley não gosta muito da ideia de dividir o caso com seu amigo robô, mas aceita mesmo achando que a qualquer momento Daneel pode tirá-lo da investigação e tomar seu emprego. 

Não é de hoje que tenho um relacionamento sério com Asimov. Desde que li ‘Eu, robô’ (CLIQUE AQUI e veja a resenha) não parei de ler obras dele. Mais uma vez, não me decepcionei com o livro e já quero ler os próximos. Asimov consegue prender leitor de uma forma impressionante e, além disso, nos deixa pensando sobre a temática do livro que não é somente uma trama policial meia-boca, mas muito mais que isso. Há um discurso subjacente. Sobre o assassino: não é de surpreender tanto, pois não temos muitos personagens para fazer teorias mirabolantes, mas a explicação e o motivo é o que surpreende o leitor. Outra coisa importante é as reviravoltas até descobrir o verdadeiro assassino. Todas as teorias criadas por Baley fazem sentido, mas eu não acreditei nelas, pois, pra mim, as coisas estavam sendo rápidas demais.

O autor deixa evidente a temática ‘humanos VS robôs’, que podemos trazer para a nossa realidade junto com a Revolução Industrial. E a pergunta que fica é: será que os seres humanos são substituíveis? Sabemos que máquinas são projetadas para não parar, mas há coisas que só seres humanos possuem, ou seja: sentimentos e um cérebro pensante. Além disso, traz outros temas como a superpopulação e o desafio de sobreviver com poucos recursos, a vida nas grandes cidades, a falta de contato com a natureza e, como já foi dito, a substituição do homem pela máquina. 

A Editora Aleph está de parabéns pelo relançamento do livro e mais uma vez publicando para os seus leitores livros de boa qualidade e com uma boa história. E Asimov mais uma vez mostrando que domina muito bem, obrigado, a ficção científica e a temática que envolvem robôs e humanos. 


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