[Resenha] Destino Mortal - Suzanne Brockman

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Esse livro escrito pela Suzanne Brockman é bem do estilo do desenho "infantil" X-Men, que, a propósito, eu amo/adoro/sou. Voltando ao livro, a autora conseguiu criar uma história que envolve ação, amor, sexo e ficção científica.
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Expulso de um grupo de elite de forma desonrosa, o ex-Navy SEAL Shane Laughlin consegue um emprego para participar de um programa de testes no Instituto Obermeyer (IO), uma fundação de pesquisas e desenvolvimento que trabalha com atividades secretas. Logo, Shane descobre que existem certos indivíduos que têm a habilidade de conseguir acesso a regiões inexploradas do cérebro, com resultados extraordinários, incluindo telecinesia, força sobre-humana e reversão do processo de envelhecimento. Conhecidos como Maiorais, essas raras figuras são criadas ou recrutadas pelo IO, onde, rigorosamente treinadas com o auxílio de técnicas ancestrais, conseguem cultivar seus poderes e usá-los de forma responsável. No entanto, nas profundezas da segunda Grande Depressão dos Estados Unidos, onde o abismo social ameaça a ordem, ricaços imprudentes descobriram uma alternativa sedutora na forma de um novo produto: Destiny. Trata-se de uma droga capaz de transformar qualquer pessoa num Maioral, além de oferecer a juventude eterna para o usuário. O cartel sinistro conhecido como a Organização começou a produzir Destiny em larga escala, e a demanda pela droga se tornou epidêmica. Poucos, porém, sabem do seu verdadeiro perigo, e menos ainda detêm o segredo sujo do ingrediente crucial para a fabricação da substância.

 Michelle “Mac” Mackenzie é uma das poucas que conhecem toda a verdade. Uma das agentes mais poderosas do IO, está determinada a acabar com o flagelo que Destiny representa para a humanidade. Mas sua atitude durona e marrenta sofre um abalo terrível ao descobrir que um dos novos recrutas para testes é Shane, o mesmo estranho que a atraiu sexualmente e bagunçou seu coração numa única noite de sexo selvagem. Embora Shane não seja um Maioral como Mac, ele também tem seus talentos secretos. Mac, porém, tem motivos poderosíssimos para manter distância – e razões completamente equivocadas para desejar sua companhia. Ela, que sempre esteve acostumada a arriscar a própria vida, talvez seja, agora, obrigada a sacrificar seu coração.


Destino Mortal tem como tema principal o uso da integração neural, aliás algumas pessoas conseguiam níveis altíssimos, ou seja, algumas pessoas possuíam um nível acima do normal, que era de 10%. Estes eram chamados de Maiorais, enquanto os que possuíam um nível normal da integração neural eram chamados de "Fragmentos" ou "Não maiorais". Mas não era só isso, o livro também é baseado na aventura de alguns personagens em evitar que uma droga chamada Destiny pudesse se tornar pública e causar problemas na sociedade. A droga tinha o poder de fazer com que todos que a usassem, tivessem uma aparência jovem e adquirissem um conjunto raro de poderes, como, por exemplo, telecinese, leitura de pensamento, controle da mente alheia, etc. Só que havia algo além disso, pois todos que consumissem o Destiny ficavam automaticamente dependentes da droga e podiam coringar, ou seja, enlouquecer e perder a razão. O dever dos Maiorais, que viviam o Instituto Obermeyer, era evitar isso e acabar com a Organização que produzia a droga e usava garotas com níveis de integração neural acima da média para produzí-la.

Entre os Maiorais que tinham essa missão conhecemos Michelle Mackenzie - ou simplesmente Mac - Sthephen Diaz, que tinha aproximadamente 50% da integração neural junto com Mac, e Joseph Bach - ou Dr. Bach - que possuía cerca de 72% integração neural. Eles formam o trio de heróis que tem a árdua tarefa de acabar com o Destiny e a Organização. 
"A linha entre ser um homem e um deus era muito fina. Um limite muito fácil de ser ultrapassado por um maioral."
Eles treinavam sempre para aumentar seus níveis e acreditavam que o sexo ou qualquer sentimento afetivo tinha efeito inverso. Mas eles engaram-se, pois era o contrário. O sexo, as emoções, o envolvimento afetivo aumentava ainda mais os níveis de integração neural. Mac conhece Shane Laughlin, ex integrante do Navys SEALs, que era a força de operações espaciais da marinha, e ele estava na lista negra do governo americano. Já sabe no que isso vai dar, né? Isso mesmo, gente! Ele se inscreveu como "candidato potencial" para realizar as experiências no Instituto Obermeyer, ou seja, no mesmo lugar onde Mac trabalhava.

Sobre Sthepen Diaz: ele é um Maioral, que também vive no Instituto. Descobre-se gay e apaixonado pelo Dr. Elliot. Numa situação pouco familiar, ele deixa seus sonhos eróticos com Elliot serem sentidos e vistos pelo Dr. num toque na sala de exames. Enfim... Adorei a história dos dois. Nunca tinha lido uma história gay, mas gostei muito.

Bach era o mais distante em relação aos seus sentimento, pois, há algum tempo havia perdido a mulher que amava. Mas durante a operação para acabar com o Destiny, houve um rapto de uma  garota chamada Nika que possui um grande poder e sua irmã, Anna, recorre a delegacia e acaba indo parar no Instituto. 
"Se a guerra não tivesse interrompido sua trajetória, ele - Joseph Bach -  e a doce Annie Ryan teriam sido um casal daqueles que se casavam logo depois do ensino médio  e passavam a vida toda em profundo contentamento e harmonia."
A partir daí, a coisa "fluiu" um pouco. Bach se apaixonou por Anna e ela também se apaixonou por ele, mas não tiveram um fim legal, pelo menos não nesse primeiro livro.

Super recomendo o livro. Gostei muito da história. Logo no primeiro capítulo é cheio de emoção fazendo com que o leitor prenda-se instantaneamente na leitura. Gosto muito de ficção científica, por isso devo ter gostando tanto do livro. Sem falar que a leitura é bem fluída e explica direitinho coisas bem específicas para o leitor entender, como, por exemplo os assuntos que envolvem os poderes dos Maiorais e os níveis de integração neurais.

Senti falta de um final para Sthephen e Elliot, pois aconteceram algumas coisas e gostaria muito de saber a reação dos dois ao se encontrarem. Não vou contar spoilers! Mas senti falta. Talvez, no próximo livro a autora nos mostre a reação dos dois ao se encontrarem.

Os dois últimos capítulos parecem intermináveis. Eu os achei muito longos. Pelo menos eram momentos tensos e me fizeram nem perceber o quão longo eles eram. Vi 2 errinhos bem básicos. Acho que foi digitação, mas só avisando. 

A única coisa que achei que tinha com grande recorrência e muitas vezes achei desnecessário eram as partes que envolviam sexo entre Mac e Shane. Às vezes, tinha a impressão de que eles só falavam de sexo, só pensavam em sexo e só queriam respirar sexo. Enquanto Elliot e Sthephen envolviam amor, muito amor por sinal, e Bach e Anna tinham aquele amor de adolescente caracterizado por não saber como dizer ao outro o que sente. 

Outra coisa que não posso deixar de comentar é a capa do livro. Além da história chamar a minha atenção, a capa também está linda e instiga o leitor ainda mais. Parabéns, Editora Valentina! O livro é muito bom e já espero ansiosamente o próximo lançamento. 

Pernambucano, blogueiro e bailarino nas horas vagas. Para ficar mais próximos dos livros, escolheu ser revisor textual. Instagram/Twitter: @Jadsongomees

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3 de março de 2015 22:39 delete

Oi flor,
Não conhecia esse livro mas posso dizer que você despertou minha curiosidade com essa resenha pelo menos um pouco. Não sei se gostaria dessa parte do casal gay, mas curto muito ficção e se é parecido com os x-men eu vou gostar com certeza.
Beijos
Raquel Machado
Leitura Kriativa
http://leiturakriativa.blogspot.com.br

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