Resenha Cinematográfica: A Menina Que Roubava Livros

16:29 6 Comments A+ a-



Não sei se por ter me encantado com o trailer, ou por ler tantas matérias a respeito, A Menina que Roubava Livros foi algo decepcionante para mim. Não li o livro, por tanto aqui é uma crítica puramente cinematográfica. Vou tentar ser o mais clara e objetiva possível com relação a minha opinião sobre a obra. O filme, narrado também pela morte, conta a estória da garota Liesel, que após perder seu irmão é abandonada pela mãe em um orfanato e é adotada por alemães.

Com a trama desenvolvida durante a segunda guerra mundial vemos um mundo rodeado de temor e terror por todos os lados. Nem os alemães estão a salvo de si mesmos. Dentro de sua nova família, Liesel tem um pai amoroso e uma mãe não muito carinhosa. Com seu pai, a menina aprende a ler e desenvolve uma paixão desenfreada por esses objetos dos quais somos adoradores. Entretanto, a trama só passa a ter alguma ação mesmo com a chegada de Max, que é um comunista. Ele deixou sua família para trás afim de encontrar abrigo na casa de seu tio, pai de Liesel.

Apesar de estar enganada, acho sinceramente que o autor criou um
 amor mal resolvido entre Max e Liesel, mas vamos deixar isso para o final, porque estou pulando partes. Max chega a casa de seu tio, e rapidamente ganha o carinho da garota, que sempre corre de volta para casa, afim de ler com o rapaz. Enquanto a guerra evolui, no porão da casa de Liesel toda a guerra é esquecida na base da leitura. Porém a guerra quebra todas as barreiras e destrói laços, tal como a morte, e esta família tem a estranha regalia ter a última presa, curiosa na garota.


Falado tecnicamente, o filme tem uma fotografia maravilhosa, a trilha sonora nem tanto, não vi motivos para a indicação ao Oscar. A estória é muito lenta e extremamente cansativa, cheguei ao fato de pausar o filme umas 7 vezes enquanto o assistia. Creio que o que deixa a trama cansativa e lenta não é a chatice, mas sim, pois esta é muito rica em detalhes visuais. Parece que se você desgrudar os olhos da tela por um minuto que seja, vai perder algo muito decisivo na trama.

O final, não é nada do que esperava, e não posso dizer que foi revigorante. Na verdade, quando o filme terminou, fiquei com a sensação de perda de tempo. A estória não é tão magnifica assim, ou ao menos, não foi bem adaptada, e aqui está mais um motivo para não gostar de adaptações. O que me pareceu neste filme, foi que, em algum momento, sua essência se perdeu, deixando para trás uma obra vazia e sem nexo. Quem ama segunda guerra mundial, como eu, vai concordar comigo que pouquíssimas foram as cenas onde acontece algo tocante.


As relações entre Liesel, seu pai e Max, são algo a parte, e sim, eu acho que a Liesel e o Max se gostavam de verdade, nada disso de amizade, mas o autor não quis fazer isso, quem sou eu pra mudar algo. Algumas cenas entre Liesel e Max são o que salvam o filme da monotonia. E aproveitando o ensejo, e nada a ver com o que falei neste parágrafo: alguém me explica o porque do livro ter o nome que tem? A Liesel só vem 'roubar' livros quase no final da trama. O.o


Uma dessas cenas tocantes, na verdade para mim, a mais tocante, é quando seu bairro é evacuado para o abrigo anti-bombas e Liesel começa a contar uma estória para distrair seus amigos e vizinhos. Apenas naquele momento senti algo bonito florescendo. Dou duas estrelas ao filme, apenas pela qualidade fotográfica, não pelo roteiro ou direção.

Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

6 Comentários
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Luiza
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10 de fevereiro de 2014 20:19 delete

Eu adorei o filme, confesso que não esperava gostar tanto.
Bjs
http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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11 de fevereiro de 2014 08:27 delete

Gostei da resenha. Não li o livro nem assisti ao filme. Mas pretendo vê-lo.

meupedepagina.blogspot.com

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Maria...
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11 de fevereiro de 2014 16:08 delete

Adorei o livro e amei o filme. Realmente a menina rouba poucos livros, para ter esse titulo tão intrigante, mas acredito que os livros tinham um papel importante pra ela naquele cenário de guerra e eles serem roubados eram mais interessante. Quanto ao Max, no livro não tem nenhuma insinuação que possa haver algum interesse romântico entre eles, acho até que o personagem é descrito como mais velho e mais sofrido, talvez por isso não vi nenhum interesse, além de amizade e amor de irmãos

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12 de fevereiro de 2014 13:47 delete

Li o livro e gostei muito do filme. O livro é tão maravilhoso que o filme não consegue captar tudo, mesmo com suas 2 horas e tantas!
Pontuo aqui que deram uma "aliviada" na personalidade da madrasta da Liesel. Ela era o cão chupando manga!! rsrsrsr
E a voz da morte bem mais ou menos...Tirando que no livro ela narra o tempo todo e uma narração única!!! :))
No mais, é um contexto histórico que eu adoro. Chorei em várias partes e me emocionei muito!
Nossa roubadora e Max eram como irmãos...nada além.

Leia o livro Ray, vc vai adorar!!!

Bjs

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16 de fevereiro de 2014 16:38 delete

Eu ainda não assisti, mas a sua resenha foi a primeira negativa e eu entendi os seus pontos. O livro é maravilhoso e também sempre fico com o pé atrás em adaptações. Vou ver em algum momento, mas não estou animada para ver no cinema.

Bjs, @dnisin
www.seja-cult.com

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20 de abril de 2014 15:36 delete

Oi adorei sua resenha...mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem..busca.livrariasaraiva.com.br/saraiva/Reverso
www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

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