[Resenha] Whitney, Meu Amor - Judith McNaught

11:58 5 Comments A+ a-



Creio que nunca comentei aqui, mas Judith McNaught é uma das minhas autoras favoritas. Desde que li Alguém Para Amar não consigo parar de querer mais e mais livros desta autora, que graças a Deus, tem milhares de títulos. Sempre ouvi comentários sobre o seu primeiro romance escrito, Whitney, Meu Amor, e eram comentários maravilhosos. Fiquei um pouco incrédula sobre a capacidade da autora após ler um conto de um personagem que amo muito, e que ela pecou tanto quanto eu amo o personagem, porém resolvi insistir, porque até então, ela tinha se saído uma autora de primeira linha. Comprei Whitney, Meu Amor já xingando por causa da edição do livro, que é BestBolso, essas páginas brancas me matam, e o deixei escanteado por muito tempo. Contudo, quando peguei essa obra para ler, foi algo mágico, acho que até agora meus olhos estão brilhando pela maravilha que foi lê-lo. O livro conta a estória
 de Whitney, uma jovem rebelde, que desde sempre, faz de tudo para fisgar a atenção, e o coração de Paul, mas este só tem olhos para Elisabeth.
" - Vá para casa, chérie. Logo descobrirá que, em assuntos do coração, as lembranças são muito melhores do que a realidade."
Quando, em um estopim de raiva o pai de Whitney manda uma carta a tia da moça requerendo que a mesma leve Whitney para ser educada por ela, não imagina que aquela garota que subia em árvores e montava cavalos de pé deixaria toda Paris aos seus pés, assim como um Duque. Clayton Westmoreland passa anos observando Whitney nos bailes franceses, e sua beleza e olhos verdes inconfundíveis fazem o moço voltar correndo para Inglaterra para fazer um negócio muito sujo com o pai de Whitney: A mão de sua filha por 100 mil libras. O que Clayton não contava em seu plano, era que quando Whitney voltasse para sua casa despertasse a atenção de tantas pessoas, incluindo o amor de adolescência de Whitney, Paul. A partir daqui, o casal tece uma trama de encontros e desencontros que faz o leitor, rir, chorar e, em muitos momentos, morrer de raiva. Apesar de Clayton não ser o meu personagem favorito, ele tem seus pontos positivos, mas em alguns momentos específicos, ele me tirou do sério de tal forma que não fechei o livro e desisti da leitura, porque se ele peca, Whitney é uma personagem deliciosamente divertida.
"O amor parece mais profundo e duradouro quando as pessoas são jovens e ficam longe do objeto de sua afeição. Mas geralmente, quando estão perto uma da outra, a realidade é bem diferente de seus sonhos e fantasias."
Ao descobrir que não poderá casar-se com Paul, como sempre quis, Whitney entra em guerra com Clayton, que simplesmente espera, paciente, que sua noiva aceite a situação e case-se com ele. Porém Whitney é geniosa, e se mete nas maiores roubadas tentando fugir deste compromisso indesejado. A personagem mostra todo seu rebolado, e jogo de cintura em várias passagens do livro com suas respostas espertas e sua inteligência de chamar atenção. Em resumo, ela tem a língua venenosa, assim como a blogueira que vos escreve, então a afinidade que senti com Whitney foi imensa, nem posso colocar em palavras o quanto. O cenário do livro é 1820, sim, sou apaixonada por livros de época, assim como a maioria dos livros da autora. Com descrições minuciosas de casa e roupas e coches, Judith McNaught mostra que entende, e sabe bem, como escrever um romance de época que nos faça viajar e sonhar com o que se passa naquelas páginas. Ela envolve o leitor, não apenas com o romance entre o casal, que deixe-me contar, demora um ano para acontecer, mas também com seus personagens secundários, que parecem pertencer a uma realidade a parte.

Apesar de Whitney ser uma personagem fascinante, assim como o Clayton, ela tem seus momentos de queda. Há algumas situações no livro, especificamente duas, em que eu esperava mais da personagem, claro que isso não me fez gostar menos dela, só me fez ver o quanto é difícil agir quando o assunto são coisas do coração e você é a mais ferida. A relação dos dois é sempre turbulenta e tumultuada, tanto que mesmo depois de casados, há desentendimentos, e ai é onde entra meu elogio à Judith, pois raras autoras conseguem, após o que parece ser o final perfeito, prosseguir com a estória sem deixar o leitor cansado. Ela consegue a incrível proeza de fazer você querer mais e mais, e por isso, eu tiro meu chapéu para ela, mais uma vez.
"Dor, assim como amor, é algo a ser compartilhado."
O final do livro é emocionante e, por incrível que pareça, não te deixa com gosto de quero mais, o que para mim está ótimo, porém te deixa querendo reler o livro do Stephen, que é o irmão mais novo do Clayton, e que tem seu próprio livro. Pois é, ser fã da Judith não é fácil, mas é maravilhoso, pois ao virar a última página você consegue sentir que seus olhos estão brilhando, e aquela sensação tão boa de ter lido uma estória que te fez esquecer do mundo ao seu redor. Whitney, Meu Amor, que foi lançado em 1985, me mostrou que boas estórias não têm prazo de validade.

Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

5 Comentários
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J.R.
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27 de dezembro de 2013 13:08 delete

Fiquei com muita vontade de ler esse livro depois dessa resenha maravilhosa, parabéns, e obrigada por me mostrar tantos livros incríveis.
xx

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Sabrina
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28 de dezembro de 2013 20:43 delete

Eu amo os livros da Judith!! São perfeitos!!! meu predileto é Agora e Sempre...

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Anônimo
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9 de outubro de 2016 17:36 delete

Os livros dela são maravilhosos, você não consegue largar o livro.

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13 de maio de 2017 16:53 delete

Eu li o livro do Stephen q é o irmão do Clayton gostei muito só faltou ele dizer o Eu te amo p ela....

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13 de maio de 2017 16:56 delete

Eu li o livro do Stephen q é o irmão do Clayton só faltou ele dizer o eu te amo p ela....

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