[Resenha] Tangled - Emma Chase

20:35 10 Comments A+ a-



Esse livro já estava sendo muito comentado em vários círculos de leituras que faço parte, e todos os comentários era o comparando com 50 Tons de Cinza, algo que tem me desmotivado muito a ler livros desse estilo, porque parece que as pessoas só conheceram a leitura erótica depois de 50 Tons, quando ela existe há muito mais tempo. Aí, as pessoas ficam comparando tudo e qualquer coisa com ele, mas consegui quebrar meu bloqueio e enfim decidi ler o famoso Tangled. Claro que o fato de que a Universo dos Livros comprou os direitos de publicação no Brasil me incentivaram bastante a prosseguir com a leitura, e eu não me arrependo em nada. A não ser pelo fato de que li muito rápido, mas isso é apenas mais uma desculpa para reler e reler o livro.

Como já deu pra perceber no paragrafo anterior, eu gostei demais do livro e nem sei como falar sobre ela sem discorrer frases cheias de adjetivos e me tornar extremamente previsível, porém o problema é que a obra não é nada isso que eu esperava, mas sim muito mais. Primeiro de tudo ela é narrada do ponto de vista masculino, do Drew, que é um homem confiante, bonito, rico e todas essas características que fazem as pessoas compararem com A trilogia Cinza, porém as semelhanças param exatamente aqui, pois Emma Chase mostra total poder sobre sua obra e sua escrita a cada f*dida linha
 escrita por ela. Eu NUNCA na minha vida inteira li uma obra escrita por uma mulher que passassem os pensamentos masculinos com tamanha clareza sem nem um pingo de feminilidade. Ela consegue fazer o leitor enxergar do modo simples e nada complicado que o home parece ser capaz de desenvolver. Sem nada daquelas inseguranças femininas, sem surtos, sem frescuras.
Neste momento da minha vida, a minha ideia de conhecer uma mulher consiste em descobrir se ela gosta de lento e doce ou duro e sujo - por cima, por baixo, ou por trás. Mas as interações que tive com Kate são diferentes de qualquer outras mulher. Ela é diferente.
Drew é um cara que consegue todas as mulheres que ele quiser, no momento que desejar, mas além de tudo isso, ele ama seu trabalho. Muito. Tanto que é seu lugar sagrado, sem mulheres, sem transas, mesmo que a mulher seja Katherine Brooks, a morena, linda, brilhante que o atiçou desde o primeiro encontro de ambos, em uma boate, quando ela negou tão afiadamente a companhia do desejável Drew Evans. Contudo ele descobre que ignorar Kate não vai ser tão fácil quanto parece, porque o pai dele resolve envolver os dois em um projeto para decidir quem é o melhor dos dois, e que a guerra comece, só não espere que essa batalha termine em algum lugar que não seja no quarto, na mesa ou em algum outro lugar onde esses dois possam extravasar a tensão sexual que os ronda desde sempre. De um modo muito divertido Drew narra a desastrosa experiencia que foi se apaixonar pela primeira vez. Uma das características do personagem que mais me chamou atenção foi a hilaridade. Em várias passagens do livro me peguei chorando de tanto sorri com ele e seu modo cômico de parar as cenas e atentar o leitor para pequenos detalhes que ele não notou quando aconteceu com ele.

"- Minhas fodidas nunca são rápidas - elas são longas e minuciosas. E você deve ter cuidado, Kate. Agora você é a única que parece estar com ciúmes."

Katherine tem um namorado de longa data, e isso mata o querido e fofo Drew, mas o relacionamento dela está sobre uma corda bamba desde que ela conheceu o poder do vencedor, Sr. Evans. O fato é que ela é uma mulher decidida que tem uma carreira promissora com um emprego dos sonhos, entretanto ela não pode afirmar a mesma coisa do seu namorado, que não tem um emprego e com quase 30 anos ainda sonha em ser um grande cantor. Eles têm aquele relacionamento de muito tempo e ambos estão muito acomodados para terminar. Sim, eu estou defendendo a Kate, porque sinceramente Drew é o cara pra ela. Então, quando ela começa a competir com ele pela conta que tanto quer e eles começam a se pegar notamos, que apesar de estar sendo narrado por um homem, Kate não é nada como essas mocinhas medrosas que sofrem com a falta de confiança. Quando Drew empurra ela através da pequena guerra travada por ambos, ela SEMPRE revida com mais força e uma classe impossível de ser medida. Ela é o que algumas autoras desejam escrever, mas o que quase nenhuma consegue. Ambos são personagens extremamente reais, sem aquele idealismo que alguns livros amam trazer. E isso é o que me fez amar esse livro.
"Estou apaixonado por ela. Totalmente. Impotente. Pateticamente. Amando. Kate me possui. Corpo e alma. [...] Ela não é perfeita - ela é perfeita para mim."
O relacionamento entre Drew e Kate é o centro do livro, quase nenhum personagem aparece e os que aparecem são muito rápidos em desaparecer, o que seria capaz de fazer o livro ser um saco, mas acontece exatamente o contrário. A Emma sabia o que estava fazendo quando escreveu esse livro. Ainda falando sobre o relacionamento deles, quero frisar algo: ele cresce dentro do livro. Claro que há uma atração a primeira vista, mas o Drew naquele momento só queria transar com ela, o que vai sendo substituído com o virar de páginas, pois ele desenvolve amor de verdade por ela e vice e versa. Eles são como metades da laranja que relutam em se juntar por medo. O Drew é fofo sem ser meloso e a parte de fossa dele é divertida demais, o que é no mínimo inesperado para um livro.
Se você chegou aqui, e eu não consegui convencer você de que o livro tem qualidade e sai de todo esse padrão 'mais do mesmo' que o mundo literário tem sofrido... bem, eu acho que só posso lhe desejar meus pêsames porque você irá perder uma leitura deliciosa como nada que eu já tenha lido. Uma onda refrescante em um dia de sol muito quente, ou um cobertor numa noite muito fria. Leve, doce e divertido em um nível que apenas um ponto de vista masculino, muito bem escrito conseguiria trazer. 

Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

10 Comentários
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28 de setembro de 2013 21:42 delete

Ual, que ótima resenha, Ray. Nem eu que curto muito o gênero senti vontade de ler o respectivo livro. Não só esse, mas toda resenha que você publica é bastante boa e, me faz ter vontade de experimentar a leitura. Muito boas mesmo. rs' Eu também acho engraçado o fato de todo livro Erótico ser comparado a 50 Tons hoje em dia. Não é de hoje que eu conheço Harlequin e Sabrina, mas infelizmente o público de hoje jamais saberá o que é isso. Tem resenha de 50 Tons lá no S&E, dá um olhadinha..

http://solsticioeequinociooficial.blogspot.com.br/2013/08/resenha-cinquenta-tons-de-cinza.html

Att,
V. I. Neves

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29 de setembro de 2013 00:21 delete

Pela capa e sua resenha me deixou bem interessada.
Sou uma fã de estórias desse gênero e 50 tons pra mim é a melhor trilogia entre todos os que existem por aí.
Gostei da resenha, pois não conhecia o livro.
Caixinha de Correios #28.
Confere lá!
Manuscrito de Cabeceira
Bjs.

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30 de setembro de 2013 15:34 delete

Olá flor! Esse livro parece ser bem interessante e a capa já é de tirar o fôlego! kkkk ADOROOOO...pelo que vi você curtiu bastante o livro e me deixou curiosa. Também não sei porque sempre compraram outros livros HOT aos 50 tons...nunca li e nem tenho vontade de ler esse 50 tons,deixa quieto!
Beijos!
Paloma Viricio-Jornalismo na Alma.
P.s.: Desculpe a demora em responder...estou em época de provas e meio sem tempo!^^

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30 de setembro de 2013 19:41 delete

Olá,querida!
O livro parece ser muito bom,ele já me conquistou quando você disse que é narrado pelo ponto de vista masculino.Tem uma escassez de livros narrados por homem,o que na minha opinião é uma palhaçada rsrs
Gosto de histórias contadas por ele,dá um toque diferencial na história.Já estou louca para ler este livro.
Beijos!
http://pocketlibro.blogspot.com.br/2013/09/filme-paixao-sem-limites-tres-metros.html

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Lucas Gilmar
AUTHOR
7 de outubro de 2013 01:25 delete

pare-se ser muito bom .
beijos
livro-azul.blogspot.com.br

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26 de outubro de 2013 04:07 delete

Nossa, já senti vontade de ler vendo só a capa, lendo a sua resenha então! Já tá na lista kkkk
Eu ainda não li os 50 tons, mas virou até saco esse negócio de compararem tudo à ele, é como dizer que você gosta de vampiros e te tacharem de twilighter.
Eu não sei se você conhece, mas os livros da Laurann Dohner são bem parecidos com o que você descreveu, eles são em inglês (ainda sem tradução, infelizmente), mas todos valem a pena, ainda mais a série dos New Species, essa resenha me lembrou bastante o livro Slade dessa série ^^
Beijos da SS.

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6 de março de 2014 17:52 delete

Muito legal, a sua resenha. Me apaixonei estou loca para ler. já esta na minha lista.

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6 de março de 2014 17:52 delete

Muito legal, a sua resenha. Me apaixonei estou loca para ler. já esta na minha lista.

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Aretha
AUTHOR
19 de julho de 2014 10:54 delete

Amei sua resenha e concordo! O livro é perfeito, não é meloso e nem machista, a autora acertou o ponto ideal! Queria saber se vc conhece outros livros no mesmo estilo.

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Anônimo
AUTHOR
2 de setembro de 2014 20:51 delete

Li o primeiro livro em 01 dia e o segundo em 1 dia e meio. Ameiii

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