Resenha: Walking Disaster - Jamie McGuire

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Tive o prazer de conseguir ler esse livro antes das minhas provas começarem, porque tenho quase certeza que se não o fizesse não realizaria boas provas. Deixando a conversa fiada a parte, vamos ao que interessa!



Walking Disaster começa com o Travis narrando o momento pré-morte de sua mãe, deixe-me dizer que é bem tenso saber que ele aos 3 anos de idade passou por tudo aquilo. A mãe dele o diz que ele não pode esquecer do que ela diz, basicamente ela pede para que quando conheça alguém que ame de verdade lute fortemente por esse alguém. Travis claro promete a mãe amada que faria qualquer coisa por ela.
Apesar de ter um começo extremamente emocionante a narração toma rapidamente uma discrição muito descontraída.

O que se pode notar claramente no decorrer da história é que o
 Travis ama a Abby desde o primeiro momento que a viu, e a mesma o desprezou nem tanto. Outra coisa que não passa despercebido é o modo como a Jamie conseguiu fazer uma narração masculina sem parecer efeminada nem muito grosseira, algo que gostei bastante foi a palavra escolhida pela Jamie para descrever 'fazer sexo' para o Travis, 'bagged', que ao pé da letra pode significar 'ensacar'. Entenderam o trocadilho com preservativo?

Várias cenas são do Travis com os irmãos ou com o Shepley, o que nos dá conteúdo para preencher as lacunas deixadas na narração da Abby:


"Eu gosto dela", falei através dos meus dentes.
Shepley pós as mãos em suas orelhas. "O que? Não consegui ouvir o que disse."
"Você é um idiota! Conseguiu me ouvir?"
"Eu gosto dela, tá bem?"
"Não é bom o suficiente."
"Eu tenho sentimentos por ela. Me preocupo com ela. Muito. Não consigo segurar quando ela não está por perto. Feliz?"
O diálogo acima é a primeira vez que o Travis assume gostar da Abby para o Shep, e é muito engraçado o modo como mesmo a amando ele reluta em dizer em voz alta.

"É uma garota, pai."
Ele sorri um pouco. "Uma garota."
"Ela meio que me odeia, e eu meio..."
"Que a Ama?"
"Eu não sei. Acho que não. Quero dizer... como se pode saber?" 
 E então o nosso lutador favorito tem uma crise e corre pro pai. O legal de ver é a união que existe na família Maddox. Como apesar de terem perdido a principal parte da família, eles se esforçam para se apoiarem. Fugindo do assunto diálogos e família notei que a autora optou por não descrever todas as cenas do Beautiful Disaster em Walking Disaster. Algumas foram apenas citadas e outras nem isso, contudo a história não perdeu o sentido, ficou como se por Travis ser homem desse menos importância a tantos detalhes. ficou perfeito!

[Spoiler]

Não irei me prolongar nessa parte, porque não acho legal ficar spoilando ninguém, porém tenho que comentar os últmos dois capítulos do livro, porque é uma pequena parte de como o futuro de Abby e dela se desenvolve. Jamie pulou 11 anos a frente e foi para o dia do 11º aniversário de casamento deles.

Travis se tornou um Agente Secreto e ele e sua esposa tiveram gêmeos, o menino tem sorte nas cartas como a mãe e a menina é boa de braço como o pai, mas a melhor parte mesmo é o Travis sendo pai.


"Oi Papai."
"Baby...você se meteu em algum problema hoje?"
"Não foi minha culpa, papai."
Isso é uma pequena parte do diálogo do papai Trav, com sua pequena Jessica.

Bem, é isso. O livro é lindo, e já deixou saudades. Aproveitando para comentar que a Warner está se movendo para realizar a adaptação do livro, mas até agora nada veio a domínio público. Espero matar a saudade de nosso lutador com ele na telinha!


Jornalista, taurina, viciada em livros, filmes, seriado e em conhecer novos lugares. Adora estudar inglês e acha que essa deveria ter sido sua língua mãe.

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