Notícia| Trilogia 'Estilhaça-me' terá continuação


Para a felicidade dos fãs da trilogia Estilhaça-me: podem comemorar! A autora, a Tehereh Mafi, anunciou que irá escrever mais 3 livros. Isso mesmo, não apenas 1, mas 3 livros! A notícia foi anunciada através de uma entrevista feita pela EW.

O novo livro já tem título e se chamará Restore me (tradução livre: Restaura-me). Além disso, na entrevista, a autora ainda conta detalhes sobre o lançamento: o primeiro livro será lançado em 2018 e terá cerca de 352 páginas. (Será que vai dar para matar a saudade da trilogia com esse número de páginas? ). Segundo a autora, os 3 próximos livros não serão spin-off da série, mas, sim, uma sequência da história. Ou seja, se você não leu os livros anteriores e contos, precisará lê-los para entrar no universo criado por Tahereh Mafi.

No próximo livro, com o título de Restore-me, o leitor acompanhará o Comandante Supremo, pois ele tentará liderar o setor 45 e Warner estará ao seu lado. Quando a coisa tomar forma, Juliette será testada e poderá usar sua habilidade para matar. Essa sinopse não é oficial, então, para ter mais informações, basta esperar mais um pouco.

Para finalizar, a autora ainda comentou sobre a adaptação da trilogia. Por enquanto, não há nenhuma informação. A única coisa dita foi que o episódio piloto já foi escrito.

Resenha| A última camélia, de Sarah Jio

[ Editora Novo Conceito | Classificação: 5/5 | Ofertas ]
Em 1940, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Flora, uma jovem americana, é contratada por um homem misterioso para se infiltrar na mansão da família Livingston e roubar uma cobiçada espécie de flor, a Middleburry Pink. Por sua raridade, a flor valeria muito dinheiro. Flora é uma mulher honesta e sonhadora, ela vê a "oportunidade" como uma forma de ajudar seus pais, que são velhos e não conseguem mais trabalhar como antes. Definitivamente, ela não queria roubar nada. Além da Middlebury Pink, na mansão dos Livingston, ela encontrará alguns mistérios e tentará resolvê-los.

Quase meio século depois, em 2008, conheceremos a Addison, uma mulher apaixonada por flores e casada com o amor de sua vida. Tudo poderia ir bem, até um "fantasma" de seu passado resolver aparecer em sua vida em busca de dinheiro, afinal ela se casaria com um homem rico e bem sucedido. Por causa disso, ela e Rex Sinclair, seu  marido, resolvem viajar para a mansão comprada pela família Sinclair. Lá, Addison não irá descansar, pois ela encontrará um diário que contará coisas que ninguém sabe e tentará resolver o mistério que Flora tentou desvendar. Porém, esse mistério pode ser muito mais "cabeludo" do que você pode imaginar...

Imaginem só: mistério, drama e romance, tudo isso sendo mesclado em 2 tempos: passado e presente. Não poderia ser ruim. É basicamente isso que a Sarah Jio faz para construir A última das camélias. Esse livro foi uma surpresa, pois não imagina que seria uma leitura tão surpreendente e com um final diferente do que o leitor pode imaginar. Quer dizer, duvido muito que o leitor desconfie de algo antes de lê-lo.

Durante toda a leitura, nos é dado, digamos, doses homeopáticas de mistério, começando por Flora que é convencida a procurar uma flor, depois a segredo obscuro que envolve Addison e por último, mas não menos importante, as atitudes suspeitas da governanta que nunca sai de casa. E, no fim, tudo faz sentido, mas não é nada óbvio. E sabe o que é o mais legal? É que o leitor desvenda o mistério junto com a Addison, e isso aproxima demais o leitor e o personagem e deixa a leitura muito mais rápida.

Com uma boa construção dos personagens, uma trama envolvente e aguçando a curiosidade do leitor, A última das camélias é um livro que, sem dúvidas nenhuma, recomendo. Se prepare para desvendar os mistérios da mansão da família Livingston. 

Notícia| 'O ceifador', do Neal Shusterman, será adaptado


O autor de livros distópicos Neal Shusterman pode levar uma de suas histórias às telas do cinema. Então quem estava com saudade de uma boa distopia, pode ficar aguardando essa adaptação e aproveitar para ler o livro.

Recentemente, a Editora Seguinte lançou O ceifador, primeiro livro da trilogia Scythe, que conta a história de como a humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. No livro, vamos conhecer Citra e Rowan, que são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

A Universal, detentora dos direitos da trilogia, anunciou que o roteiro será escrito por Josh Campbell e Matt Stuecken, responsáveis pelo filme Rua Cloverfield, 10. E o próprio autor  será produtor executivo, o que garantirá que a adaptação respeitará o livro. Ainda não há muitas informações sobre o elenco e data de estreia. 

Lembrando que esse livro não é o único do autor que foi publicado no Brasil. A trilogia Fragmentados foi outro livro do autor, publicado também no Brasil. 

Porre de Filmes| Pode esperar muita ação, risadas e referências em Guardiões da Galáxia 2


Finalmente temos esses Guardiões de volta! Dessa vez, a confusão é toda sobre como manterem-se unidos e a paternidade de Peter Quill (Chris Pratt), mas  isso é só um resuminho rápido da maravilha que é esse longa de 2h30min. No primeiro filme, denominado Guardiões da Galáxia, conhecemos um grupo de "heróis" nada certinhos, mas que arrebataram nossos corações com suas piadas sarcásticas e seus modos dos anos 80. Já no segundo filme, não é tão diferente e, se algo mudou, só posso dizer que foi para melhor.

Confesso que novamente fui ver ao filme totalmente sem expectativas (estou tentando fazer isso na minha vida, está dando errado, mas um dia funciona...) e isso funcionou muito, pois, assim como o primeiro filme, eu não sabia muito bem o que esperar desse grupo de seres diferentes que se uniram e que agora formam uma grande e sarcástica família. Enquanto Peter, Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot e Rocket continuam tentando manter o perfeito equilíbrio na Galáxia, claro que algumas coisinhas dão errado e que o passado não tão certinho deles fala mais alto, as encrencas parecem surgir, para não perder o costume, quando Rocket rouba algumas baterias...

Numa confusão de acontecimentos, Peter finalmente conhece seu pai biológico Ego (Kurt Russell) que o informa que ele é um rei em seu próprio mundo e que agora ele quer passar a coroa para seu filho amado, querido e tão esperado. Mas, é óbvio, que nem tudo são flores e Ego é um louco maníaco que quer apenas usar a energia de Peter para controlar todos os planetas existentes. Sim, uma loucura mesmo! Além disso tudo, os heróis ainda precisam lidar com um povo que  estão caçando-os por causa do furto daquelas baterias superpoderosas que Rocket não se conteve em roubar.

Misture tudo isso e, apesar de soar confuso, você vai ter um filme de quase três horas de pura ação, risadas e referências. O que eu amo em Guardiões da Galáxia é que mesmo o filme sendo cheio de efeitos e tecnologias, ele consegue passar uma áurea de velharia confortável, como o toca-fitas de Peter. Não sei vocês, mas apesar de ter nascido na década de 90, gosto bastante de coisas da década de 80, e o longa me coloca numa posição bastante confortável para pegar referências e me sentir quase que "em casa" com algumas cenas e fotografias.

Um outro dilema que adorei ter visto aqui foi o de Nebula (Karen Gillian) e Gamora, as irmãs que são inimigas mortais. Acho que para quem ficou curioso com elas no filme anterior, aqui teve um pouquinho mais para matar a curiosidade, mas algo me diz que ainda vamos ter muito dessas duas nos próximos filmes, pois nem tudo foi sanado e realmente foi apenas uma "provinha" a mais. Acho que estão dando em doses homeopáticas.

Outra coisa que todo mundo quer saber: tem mesmo 5 cenas extras? TEM, SIM! Portanto, não levante seu bumbum da cadeira até que o último crédito tenha passado na telona e, mesmo depois que passar, fique mais um pouco só para assegurar. Não vou falar sobre o que são as cenas, não quero dar spoilers para ninguém, porém eu sendo você não perderia. Nem as cenas extras, nem a oportunidade de ver esse filmaço nos cinemas!


Resenha: Forrest Gump, de Winston Groom

[ Editora Aleph | Classificação: 5/5 | Ofertas ]
Forrest Gump é um gigante de 2 metros de altura e 110 quilos cujo cérebro não acompanhou o crescimento. Ele perdeu o pai muito cedo e vivia com a sua mãe, que sempre fez questão de chamá-lo de idiota e tratá-lo como tal. Durante toda a sua vida, Forrest foi tratado com zombaria e até mesmo hostilidade por todas as crianças da sua idade, com exceção da sua melhor amiga Jenny Curran.

Ainda na escola, algumas habilidades dele foram observadas, por isso ele passou a integrar o time de futebol americano. Forrest também serviu ao exército na guerra do Vietnã, onde conheceu Bubba, traçou sua trajetória de vida e, do seu jeito, mudou para sempre a história americana.

Muitas pessoas já assistiram ou pelo menos ouviram falar de Forrest Gump. O filme, dirigido por Robert Zemeckis, atualmente integra a programação cult da tevê e está entre os clássicos do cinema mundial. Ganhador de seis Oscars e famoso pela interpretação majestosa de Tom Hanks, a verdade é que, embora Forrest tenha se tornado mundialmente conhecido em 1994, o filme foi inspirado na obra de Winston, originalmente publicada em 1986. 

Em novembro de 2016, a história que também virou um marco da cultura pop completou 30 anos e, pensando nisso, a Aleph lançou uma edição comemorativa especialmente para os fãs, como uma forma de homenagear esse personagem histórico e que tem um cantinho especial reservado nos nossos corações. Talvez a maioria das pessoas achem que o filme é uma cópia fiel do livro, mas essa adaptação sofreu inúmeras e significativas mudanças. Preocupada em deixar o leitor por dentro de toda essa trajetória, a editora disponibilizou ao final da edição um ensaio comparativo entre o filme e o livro e várias são as diferenças, não só com relação ao próprio protagonista como também à algumas passagens e até mesmo importantes personagens secundários.

A edição está maravilhosa com acabamento em capa dura e dupla face: uma sobrecapa de papel com impressão dos dois lados e de designs diferente, do mesmo artista que fez a capa da edição comemorativa de Laranja Mecânica, o Pedro Inoue. A edição também conta com dez ilustrações coloridíssimas, do desenhista e fã da obra Rafael Coutinho, que deram todo um charme ao livro. 

O Forrest do livro é bem diferente do ingênuo Forrest interpretado por Tom Hanks. No livro, Forrest é realmente atrapalhado, mas não é de todo idiota como no filme. Aqui, embora ele não tenha malícia, ele consegue entender bem as coisas que acontecem ao seu redor. As participações de Jenny Curran e Bubba também têm suas peculiaridades e se diferenciam bastante do que vimos no filme. As frases são curtas e sem nenhuma complexidade, o que torna a leitura ainda mais fluída. A linguagem utilizada pelo autor é propositalmente errada e dá a impressão de estar sendo narrada por um caipira e expressões como "pro", "pra", "auguns" e "entendeno" são comuns durante a narrativa.

"Deixa eu te dizer uma coisa: ser idiota não é nenhuma caixa de chocolate. As pessoas dão risada de você, perdem a paciência, te tratam com desprezo(...) Sou idiota de nascença. Meu QI é de quase 70, então eu me encaixo na definição, pelo que falam."

Eu definitivamente não sou fácil para sorrir e nem sou uma boa companhia para comédias, então eu realmente tenho que falar isso: em algumas passagens do livro eu tive CRISES de riso. Na verdade, eu ri de chorar e a barriga doer. E eu não me lembro agora quando outro livro conseguiu me arrancar boas e espontâneas gargalhadas. Indico a leitura não só para os fãs do imortal Forrest das telinhas, mas para quem deseja conhecer um "novo" Forrest e ter uma visão diferente dessa história que mescla drama e humor em proporções simétricas.