Adaptação| It: a coisa ganha primeiro trailer


Publicado em 1986, A Coisa é um dos romances mais volumosos de King, com mais de 1.000 páginas. A aterrorizante história já foi adaptada para a TV em 1990 como um telefilme seriado - lançado em vídeo no Brasil.

Andrés Muschietti, do terror Mama, dirige o longa. Na trama, um grupo de garotos volta para a sua cidade natal depois de crescidos para cumprir uma promessa: enfrentar o palhaço Pennywise, uma criatura disfarçada que está assassinando crianças. Abaixo, você pode conferir o trailer do filme que tem data de estreia para o dia 7 de setembro:


Review| The Baller, de Vi Keeland


Delilah Maddox tem o futebol americano em seu sangue, literalmente. Filha de um ex-jogador e atualmente correspondente jornalística, ela cobre os jogos no jornal onde trabalha e ama o que faz. Ama a emoção que o esporte traz, ama o jogo, os jogadores e as lembranças que tudo isso acarreta, mas ela odeia Broddy Easton. Odeia o fato de ele ser a maior estrela do campeonato por dois anos seguidos e, principalmente, os sentimentos que esse cara faz ela ter. Apesar de tudo isso, ela precisa, no final de cada jogo, o confrontar e aceitar que ele não vai parar de deixar sua toalha cair e a colocar numa posição desconfortável com sua nudez todas as vezes que essa entrevista acontecer. O que começa com uma brincadeira pode se tornar num jogo arriscado, e há algo mais precioso em jogo do que apenas uma toalha caída no chão.

Quando volto para ler o primeiro parágrafo dessa resenha, tenho a leve impressão de que não passei realmente todos os sentimentos que o livro desperta na gente. Confesso que o peguei para ler achando que seria uma leitura fácil e engraçada, até porque a capa é bem... bem, a capa é muito sensual para ter um conteúdo tão profundo, mas, como sempre, nem tudo que parece é. Delilah e Brody têm uma coisa desde o primeiro momento, ele sente uma necessidade forte de irritá-la e depois de domá-la, de tê-la em sua cama. Ela, no entanto, tem estado num período de solidão e quer distância de homens como Brody.

O livro inteiro é centrado no casal, com alguns personagens secundários sendo muito importantes, porém, na maior parte da leitura, você vai ter páginas e mais páginas sobre a profundidade desses personagens. Agora, veja bem, eu poderia sentar aqui e falar sobre o quão quebrado Brody é e como é difícil para ele se envolver e se entregar, mas a Delilah é o personagem que quero focar, pois faz algum tempo que não conheço um personagem tão complexo e que demora para se entregar. Não estou falando que Delilah é chata nem nada do tipo, muito pelo contrário, encontrei nela muito mais força do que nas últimas mocinhas que tenho lido, e isso é uma coisa difícil de se achar. A Delilah tem fantasmas do seu passado a rondando, mas não é qualquer fantasmas. E isso acaba criando várias barreiras, impedindo que o relacionamento dela com o Brody progrida. E tá aí outra coisa maravilhosa que Vi Keeland faz muito bem: ela constrói um relacionamento. Não simplesmente solta a bomba "amor à primeira vista", e faz o leitor aceitar aquilo.

Quanto ao Brody - insira aqui muitos suspiros - só tenho coisas boas para falar, pois, apesar de ele ser quebrado e ter receio quanto a se relacionar, ele escolhe se entregar e sabe que Delilah é especial desde o início. Claro que ele não é perfeito, mas são os defeitos que fazem os personagens da Keeland parecerem tão reais. Mesmo assim, amei Brody e não posso deixar de falar que ele me conquistou mesmo antes de conquistar Delilah.
Me sentindo apaixonada por Brody
Só queria dizer que a princípio o livro seria único, mas agora vai ser uma série (acho que o próximo livro é da melhor amiga da Delilah), mas eu quero mesmo é o livro da personagem que causou na trama Delilah-Brody, a Willow. Achei a personagem complexa, sofrida e que merece o seu "felizes para sempre". The Ballet chega ao Brasil pela Editora Charme. Só queria dizer que agora sei que amo livros com jogadores, seus corpos suados e maravilhosos e suas histórias de fazer suspirar. Com toda a certeza, esse livro merece 5 estrelas e minha torcida para que os próximos livros saíam logo. 

Adaptação| '50 tons de liberdade' ganha novo teaser


Vazou o novo teaser de 50 tons de liberdade, último livro da trilogia de 50 tons de cinzas. O lançamento do filme que encerrará a franquia está previsto para fevereiro de 2018.


Com mais de 500 milhões de dólares em bilheteria, 50 tons de cinzas conta a história da ingênua Anastasia Steele que tem um romance bastante sensual com o Grey, um bilionário. Abaixo, você pode conferir o teaser oficial liberado após a estreia de 50 tons mais escuros:


Resenha| Ligações, de Rainbow Rowell



Em Ligações, conheceremos a Georgie McCool. Ela é uma escritora de seriados de comédia, uma workaholic assumidíssima e mãe de 2 garotinhas. Além disso, ela também é uma daquelas pessoas que corre atrás dos seus sonhos e, mesmo que realizá-los, signifique ter paciência e esperar, desistir deles nunca é uma opção. Georgie é casada com Neal, e ambos sabem que o casamento não anda "muito bem das pernas". E isso fica evidente quando, de forma inesperada, Georgie recebe uma proposta irrecusável.

O grande problema é que para aceitar essa proposta, ela deixará de passar o Natal junto com sua família e, como já era esperado, o Neal ficou muito chateado  - ele sempre estava chateado com a Georgie, na realidade -, por isso ele resolve passar a festividade na casa de sua mãe e leva as suas filhas, deixando, assim, a Georgie sozinha e pensando que talvez seu casamento tenha acabado. Sem saber o que fazer e evitando a solidão, ela começa a passar seus dias, depois do trabalho, na casa de sua mãe e em um desses dias, ela encontra um telefone antigo e resolve usá-lo para ligar para Neal, seu ex/atual marido - ela não sabia ao certo. Ela consegue falar com Neal, mas com um Neal de 15 anos atrás, um cara que era o seu namorado. Será que as conversas, o contato com a pessoa que ela se apaixonou há 15 anos e as mudanças que serão percebidas com esse contato irão afetar o relacionamento deles no presente?

Esse livro é um romance com uma pitada de fantasia. E, para mim, esse é o diferencial do livro. Quando leio romances, sempre procuro algo que fuja desse mar de clichês que encontramos nas livrarias. Por isso, achei que o livro da Rainbow Rowell conseguisse isso. Talvez, ela tenha tentado trazer algo totalmente novo, mas, ao meu ver, não foi totalmente novo e nem superou minhas expectativas, mas preciso admitir que é um bom livro.

Pela premissa da história, acabei imaginando algo, mas o que encontrei foi uma personagem que em alguns momentos pensou em desistir de seus sonhos para agradar seu marido ou para dar um up no casamento, que já estava em crise. Foi preciso que o seu marido e as crianças viajassem para Georgie entender que o seu "trabalho" de mãe e esposa estava sendo deixado de lado sempre, inúmeras vezes, inclusive. E o Neal? Ele é um daqueles caras que não sabe o que quer fazer da vida e resolve ficar em casa, enquanto sua esposa trabalha. Achei isso bacana, mas pela escolha que fez, ele, no minimo, deveria entender que a Georgie precisava trabalhar naquela data do ano. Pelo fato de ela deixar sempre sua vida pessoal de lado, o leitor até tenta entender as atitudes de Neal, mas sumir e não atender ligações não é a melhor forma de resolver algo. Ele também poderia ter achado que a escolha de sua esposa tenha sido a gota d'água, mas ainda acho que tinha outras formas de demonstrar isso.

A pitada de fantasia é o que mantem o leitor até o fim da história. Os diálogos entre a Georgie e o Neal do passado são divertidos e espirituosos. E o que a autora conseguiu mostrar foi o seguinte: o Neal sempre - foca no sempre - arrumava um jeito de resolver as coisas, e a Georgie era um pouco acomodada. Também conseguimos ver o quanto um relacionamento muda no decorrer do tempo e o quanto é preciso sempre mostrar ao outro que você se importa e que está feliz com essa pessoa, independente da pressão do trabalho ou de sua própria pressão em ser uma boa mãe e esposa.

Ligações não ganhou 5 estrelas, mas me fez pensar muito que as coisas dão errado e querer mudar o passado ou pôr a culpa em alguém não vai resolver, para isso você precisará mudar o presente, o tempo em que vive e correr para não perder algo ou alguém. Apesar de qualquer coisa dita anteriormente, o livro da Rainbow Rowel é uma leitura que recomendo, pois é uma leitura divertida e com uma reflexão bem bacana.

Foto: Leitora encantada

Maratona literária| Vem conhecer 4 romances de época da MT


Essa maratona é para quem curte um bom romance de época. Nesse final de semana, começando no dia 24 ao dia 27 pela manhã, será o período em que lerei 4 livros, ou pelo menos tentarei ler. Logo, as resenhas estarão aqui. Para quem quiser participar, fica aí o vídeo.